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LEITURA DAS PORÇÕES

7ª Porção da Torah

Vayetse: E ele partiu
Parashah: Gn. 28:10 – 32:2
Haftarah: Os 11:7-14:9
Brit Chadashah: Jo. 1:19-51
Salmo: 3

 

Parashah

Gênesis 28:10-32:2    Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã;  E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar.  E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Eterno subiam e desciam por ela;  E eis que o Eterno estava em cima dela, e disse: Eu sou o Eterno Eterno de Abraão teu pai, e o Eterno de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência;  E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.  Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Eterno está neste lugar; e eu não o sabia.  E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Eterno; e esta é a porta dos céus.  Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.  E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz.  E Jacó fez um voto, dizendo: Se Eterno for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;  E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Eterno me será por Eterno;  E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Eterno; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.

29:1

Então pôs-se Jacó a caminho e foi à terra do povo do oriente;  E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço. E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.  E disse-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? E disseram: Somos de Harã. E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? E disseram: Conhecemos.  Disse-lhes mais: Está ele bem? E disseram: Está bem, e eis aqui Raquel sua filha, que vem com as ovelhas.  E ele disse: Eis que ainda é pleno dia, não é tempo de ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.  E disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas. Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora.  E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.  E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz e chorou.  E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o anunciou a seu pai. E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou a Labão todas estas coisas.  Então Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro.  Depois disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário.  E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o nome da menor Raquel.  Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista.  E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.  Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.  E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela. Então reuniu Labão a todos os homens daquele lugar, e fez um banquete. E aconteceu, à tarde, que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu.  E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva. E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste?  E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos comigo servires. E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha.  E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.  E possuiu também a Raquel, e amou também a Raquel mais do que a Lia e serviu com ele ainda outros sete anos.  Vendo, pois, o Eterno que Lia era desprezada, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril. E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o Eterno atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido.  E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Porquanto o Eterno ouviu que eu era desprezada, e deu-me também este. E chamou-o Simeão. E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Por isso chamou-o Levi.  E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao Eterno. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz.

30:1

 Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Eterno, que te impediu o fruto de teu ventre?  E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a possuiu.  E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho. Então disse Raquel: Julgou-me Eterno, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso chamou-lhe Dã.  E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez, e deu a Jacó o segundo filho. Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã; também venci; e chamou-lhe Naftali. Vendo, pois, Lia que cessava de ter filhos, tomou também a Zilpa, sua serva, e deu-a a Jacó por mulher. E deu Zilpa, serva de Lia, um filho a Jacó. Então disse Lia: Afortunada! e chamou-lhe Gade.  Depois deu Zilpa, serva de Lia, um segundo filho a Jacó. Então disse Lia: Para minha ventura; porque as filhas me terão por bem-aventurada; e chamou-lhe Aser.  E foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe. Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho.  E ela lhe disse: É já pouco que hajas tomado o meu marido, tomarás também as mandrágoras do meu filho? Então disse Raquel: Por isso ele se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.  Vindo, pois, Jacó à tarde do campo, saiu-lhe Lia ao encontro, e disse: A mim possuirás, esta noite, porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu filho. E deitou-se com ela aquela noite.  E ouviu Eterno a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho.  Então disse Lia: Eterno me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou-lhe Issacar.  E Lia concebeu outra vez, e deu a Jacó um sexto filho. E disse Lia: Eterno me deu uma boa dádiva; desta vez morará o meu marido comigo, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe Zebulom.  E depois teve uma filha, e chamou-lhe Diná. E lembrou-se Eterno de Raquel; e Eterno a ouviu, e abriu a sua madre.  E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Eterno a minha vergonha.   E chamou-lhe José, dizendo: O Eterno me acrescente outro filho. E aconteceu que, como Raquel deu à luz a José, disse Jacó a Labão: Deixa-me ir, que me vá ao meu lugar, e à minha terra.  Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quais te tenho servido, e ir-me-ei; pois tu sabes o serviço que te tenho feito. Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado graça em teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o Eterno me abençoou por amor de ti. E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei.  Então lhe disse: Tu sabes como te tenho servido, e como passou o teu gado comigo.   Porque o pouco que tinhas antes de mim tem aumentado em grande número; e o Eterno te tem abençoado por meu trabalho. Agora, pois, quando hei de trabalhar também por minha casa?  E disse ele: Que te darei? Então disse Jacó: Nada me darás. Se me fizeres isto, tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho;  Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele todos os salpicados e malhados, e todos os morenos entre os cordeiros, e os malhados e salpicados entre as cabras; e isto será o meu salário. Assim testificará por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres e o meu salário estiver diante de tua face; tudo o que não for salpicado e malhado entre as cabras e moreno entre os cordeiros, ser-me-á por furto.  Então disse Labão: Quem dera seja conforme a tua palavra.  E separou naquele mesmo dia os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, todos em que havia brancura, e todos os morenos entre os cordeiros; e deu-os nas mãos dos seus filhos.  E pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão.  Então tomou Jacó varas verdes de álamo e de aveleira e de castanheiro, e descascou nelas riscas brancas, descobrindo a brancura que nas varas havia,  E pôs estas varas, que tinha descascado, em frente aos rebanhos, nos canos e nos bebedouros de água, aonde os rebanhos vinham beber, para que concebessem quando vinham beber. E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. Então separou Jacó os cordeiros, e pós as faces do rebanho para os listrados, e todo o moreno entre o rebanho de Labão; e pós o seu rebanho à parte, e não o pôs com o rebanho de Labão.  E sucedia que cada vez que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas nos canos, diante dos olhos do rebanho, para que concebessem diante das varas. Mas, quando era fraco o rebanho, não as punha. Assim as fracas eram de Labão, e as fortes de Jacó. E cresceu o homem em grande maneira, e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos e jumentos.

31:1

 Então ouvia as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai, e do que era de nosso pai fez ele toda esta glória. Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como anteriormente. E disse o Eterno a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo. Então mandou Jacó chamar a Raquel e a Lia ao campo, para junto do seu rebanho,  E disse-lhes: Vejo que o rosto de vosso pai não é para comigo como anteriormente; porém o Eterno de meu pai tem estado comigo;  E vós mesmas sabeis que com todo o meu esforço tenho servido a vosso pai;  Mas vosso pai me enganou e mudou o salário dez vezes; porém Eterno não lhe permitiu que me fizesse mal. Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário; então todos os rebanhos davam salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu salário, então todos os rebanhos davam listrados.  Assim Eterno tirou o gado de vosso pai, e deu-o a mim.  E sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os meus olhos e vi em sonhos, e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram listrados, salpicados e malhados.  E disse-me o anjo de Eterno em sonhos: Jacó! E eu disse: Eis-me aqui.  E disse ele: Levanta agora os teus olhos e vê todos os bodes que cobrem o rebanho, que são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te fez.  Eu sou o Eterno de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela.  Então responderam Raquel e Lia e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai?  Não nos considera ele como estranhas? Pois vendeu-nos, e comeu de todo o nosso dinheiro. Porque toda a riqueza, que Eterno tirou de nosso pai, é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Eterno te mandou. Então se levantou Jacó, pondo os seus filhos e as suas mulheres sobre os camelos; E levou todo o seu gado, e todos os seus bens, que havia adquirido, o gado que possuía, que alcançara em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de Canaã. E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha.  E Jacó logrou a Labão, o arameu, porque não lhe fez saber que fugia.  E fugiu ele com tudo o que tinha, e levantou-se e passou o rio; e se dirigiu para a montanha de Gileade. E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido. Então tomou consigo os seus irmãos, e atrás dele seguiu o seu caminho por sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade.  Veio, porém, Eterno a Labão, o arameu, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal. Alcançou, pois, Labão a Jacó, e armara Jacó a sua tenda naquela montanha; armou também Labão com os seus irmãos a sua, na montanha de Gileade.  Então disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me lograste e levaste as minhas filhas como cativas pela espada?  Por que fugiste ocultamente, e lograste-me, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril e com harpa? Também não me permitiste beijar os meus filhos e as minhas filhas. Loucamente agiste, agora, fazendo assim.  Poder havia em minha mão para vos fazer mal, mas o Eterno de vosso pai me falou ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal.   E agora se querias ir embora, porquanto tinhas saudades de voltar à casa de teu pai, por que furtaste os meus Elohimes?  Então respondeu Jacó, e disse a Labão: Porque temia; pois que dizia comigo, se porventura não me arrebatarias as tuas filhas.  Com quem achares os teus Elohimes, esse não viva; reconhece diante de nossos irmãos o que é teu do que está comigo, e toma-o para ti. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado.  Então entrou Labão na tenda de Jacó, e na tenda de Lia, e na tenda de ambas as servas, e não os achou; e saindo da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel.  Mas tinha tomado Raquel os ídolos e os tinha posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou. E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira aos olhos de meu Eterno, que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto tenho o costume das mulheres. E ele procurou, mas não achou os ídolos.  Então irou-se Jacó e contendeu com Labão; e respondeu Jacó, e disse a Labão: Qual é a minha transgressão? Qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido? Havendo apalpado todos os meus móveis, que achaste de todos os móveis de tua casa? Põe-no aqui diante dos meus irmãos e de teus irmãos; e que julguem entre nós ambos.  Estes vinte anos eu estive contigo; as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho. Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias.   Estava eu assim: De dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o meu sono fugiu dos meus olhos.  Tenho estado agora vinte anos na tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; mas o meu salário tens mudado dez vezes.  Se o Eterno de meu pai, o Eterno de Abraão e o temor de Isaque não fora comigo, por certo me despedirias agora vazio. Eterno atendeu à minha aflição, e ao trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite. Então respondeu Labão, e disse a Jacó: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e este rebanho é o meu rebanho, e tudo o que vês, é meu; e que farei hoje a estas minhas filhas, ou a seus filhos, que deram à luz?  Agora pois vem, e façamos aliança eu e tu, que seja por testemunho entre mim e ti.  Então tomou Jacó uma pedra, e erigiu-a por coluna.  E disse Jacó a seus irmãos: Ajuntai pedras. E tomaram pedras, e fizeram um montão, e comeram ali sobre aquele montão. E chamou-o Labão Jegar-Saaduta; porém Jacó chamou-o Galeede.  Então disse Labão: Este montão seja hoje por testemunha entre mim e ti. Por isso se lhe chamou Galeede, E Mispá, porquanto disse: Atente o Eterno entre mim e ti, quando nós estivermos apartados um do outro.  Se afligires as minhas filhas, e se tomares mulheres além das minhas filhas, ninguém está conosco; atenta que Eterno é testemunha entre mim e ti. Disse mais Labão a Jacó: Eis aqui este mesmo montão, e eis aqui essa coluna que levantei entre mim e ti.  Este montão seja testemunha, e esta coluna seja testemunha, que eu não passarei este montão a ti, e que tu não passarás este montão e esta coluna a mim, para mal.  O Eterno de Abraão e o Eterno de Naor, o Eterno de seu pai, julgue entre nós. E jurou Jacó pelo temor de seu pai Isaque.  E ofereceu Jacó um sacrifício na montanha, e convidou seus irmãos, para comer pão; e comeram pão e passaram a noite na montanha. E levantou-se Labão pela manhã de madrugada, e beijou seus filhos e suas filhas e abençoou-os e partiu; e voltou Labão ao seu lugar.

32:1

 Jacó também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Eterno. E Jacó disse, quando os viu: Este é o exército de Eterno. E chamou aquele lugar Maanaim.

 

Haftarah

Oséias 11:7 - 14:9  Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; ainda que chamam ao Altíssimo, nenhum deles o exalta. Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como Admá? Te poria como Zeboim? Está comovido em mim o meu coração, as minhas compaixões à uma se acendem.  Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir a Efraim, porque eu sou Elohim e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade.  Andarão após o Eterno; ele rugirá como leão; rugindo, pois, ele, os filhos do ocidente tremerão. Tremendo virão como um passarinho, os do Egito, e como uma pomba, os da terra da Assíria, e os farei habitar em suas casas, diz o Eterno. Efraim me cercou com mentira, e a casa de Israel com engano; mas Judá ainda domina com Elohim, e com os santos está fiel.

12:1

Efraim se apascenta de vento, e segue o vento leste; todo o dia multiplica a mentira e a destruição; e fazem aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito.   O Eterno também com Judá tem contenda, e castigará Jacó segundo os seus caminhos; segundo as suas obras o recompensará.  No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, e na sua força lutou com Elohim.  Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco,  Sim, o Eterno, o Elohim dos Exércitos; o Eterno é o seu memorial. Tu, pois, converte-te a teu Elohim; guarda a benevolência e o juízo, e em teu Elohim espera sempre. E um mercador; tem nas mãos uma balança enganosa; ama a opressão.  diz Efraim: Contudo me tenho enriquecido, e tenho adquirido para mim grandes bens; em todo o meu trabalho não acharão em mim iniqüidade alguma que seja pecado. Mas eu sou o Eterno teu Elohim desde a terra do Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da festa solene.  Falei aos profetas, e multipliquei a visão; e pelo ministério dos profetas propus símiles. Não é Gileade iniqüidade? Pura vaidade são eles; em Gilgal sacrificam bois; os seus altares são como montões de pedras nos sulcos dos campos. mapa  Jacó fugiu para o campo da Síria, e Israel serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado. Mas o Eterno por meio de um profeta fez subir a Israel do Egito, e por um profeta foi ele guardado. Efraim mui amargosamente provocou a sua ira; portanto deixará ficar sobre ele o seu sangue, e o seu Senhor o recompensará pelo seu opróbrio.

13:1

 Quando Efraim falava, tremia-se; foi exaltado em Israel; mas ele se fez culpado em Baal, e morreu.  E agora multiplicaram pecados, e da sua prata fizeram uma imagem de fundição, ídolos segundo o seu entendimento, todos obra de artífices, dos quais dizem: Os homens que sacrificam beijem os bezerros.  Por isso serão como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa; como folhelho que a tempestade lança da eira, e como a fumaça da chaminé.  Todavia, eu sou o Eterno teu Elohim desde a terra do Egito; portanto não reconhecerás outro deus além de mim, porque não há Salvador senão eu. Eu te conheci no deserto, na terra muito seca.  Depois eles se fartaram em proporção do seu pasto; estando fartos, ensoberbeceu-se o seu coração, por isso se esqueceram de mim. Serei, pois, para eles como leão; como leopardo espiarei no caminho. Como ursa roubada dos seus filhos, os encontrarei, e lhes romperei as teias do seu coração, e como leão ali os devorarei; as feras do campo os despedaçarão. Para a tua perda, ó Israel, te rebelaste contra mim, a saber, contra o teu ajudador.  Onde está agora o teu rei, para que te guarde em todas as tuas cidades, e os teus juízes, dos quais disseste: Dá-me rei e príncipes?  Dei-te um rei na minha ira, e tirei-o no meu furor. A iniqüidade de Efraim está atada, o seu pecado está armazenado.  Dores de mulher de parto lhe sobrevirão; ele é um filho insensato; porque é tempo e não está no lugar em que deve vir à luz. Eu os remirei da mão do inferno, e os resgatarei da morte. Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua perdição? O arrependimento está escondido de meus olhos. Ainda que ele dê fruto entre os irmãos, virá o vento leste, vento do Eterno, subindo do deserto, e secar-se-á a sua nascente, e secar-se-á a sua fonte; ele saqueará o tesouro de todos os vasos desejáveis. Samaria virá a ser deserta, porque se rebelou contra o seu Elohim; cairão à espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas grávidas serão fendidas pelo meio.

14:1

Converte-te, ó Israel, ao Eterno teu Elohim; porque pelos teus pecados tens caído. Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao Eterno; dizei-lhe: Tira toda a iniqüidade, e aceita o que é bom; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios. Não nos salvará a Assíria, não iremos montados em cavalos, e à obra das nossas mãos já não diremos mais: Tu és o nosso deus; porque por ti o órfão alcança misericórdia.  Eu sararei a sua infidelidade, eu voluntariamente os amarei; porque a minha ira se apartou deles.  Eu serei para Israel como o orvalho. Ele florescerá como o lírio e lançará as suas raízes como o Líbano.  Estender-se-ão os seus galhos, e a sua glória será como a da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano.  Voltarão os que habitam debaixo da sua sombra; serão vivificados como o trigo, e florescerão como a vide; a sua memória será como o vinho do Líbano. Efraim dirá: Que mais tenho eu com os ídolos? Eu o tenho ouvido, e cuidarei dele; eu sou como a faia verde; de mim é achado o teu fruto. Quem é sábio, para que entenda estas coisas? Quem é prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Eterno são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.

 

Brit Chadashah

 

João 1:19 -51  E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?   E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Mashiach.  E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo?  Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.  E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.  E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Mashiach nem Elias, nem o profeta?   João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis.  Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.  Estas coisas aconteceram em betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando. No dia seguinte João viu a Yeshua, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Elohim, que tira o pecado do mundo.   Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.  E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.  E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.  E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Elohim.  No dia seguinte João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos;  E, vendo passar a Yeshua, disse: Eis aqui o Cordeiro de Elohim.  E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Yeshua. E Yeshua, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras?  Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima.  Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido.  Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Mashiach. E levou-o a Yeshua. E, olhando Yeshua para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). No dia seguinte quis Yeshua ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Yeshua de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê.  Yeshua viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Yeshua respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira.  Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Elohim; tu és o Rei de Israel.  Yeshua respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Elohim subindo e descendo sobre o Filho do homem.

 

Salmos

Salmos 3  [Salmo de Davi, quando fugiu de diante da face de Absalão, seu filho] Eterno, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Elohim. (Selá.) Porém tu, Eterno, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.  Com a minha voz clamei ao Eterno, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.)  Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Eterno me sustentou.  Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam. Levanta-te, Eterno; salva-me, Elohim meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.  A salvação vem do Eterno; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Sela)

 

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