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LEITURA DAS PORÇÕES
10ª Porção - Mikets
Parashah: Gn 41:1 à 44:17
Maftir 4º Dia Chanukah: Nm 7:30-41
Haftarah Shabat Chanukah: Zc 2:14 à 4:7
Brit Hadashah: Mt 27:15-46
Salmo: 30
Havdalah: 19:43h
Parashah
Gênesis 41:1 à 44:17 “1 Passados dois anos inteiros, teve Faraó um sonho;
e eis que estava em pé junto ao Nilo. 2 Subiam do Nilo sete
vacas, formosas à vista e gordas de carne, que pastavam no
carriçal. 3 Depois delas subiam do Nilo outras sete vacas,
feias à vista e magras de carne, que estavam paradas juntos
às outras à beira do Nilo. 4 As vacas feias à
vista e magras de carne comiam as sete vacas formosas à vista
e gordas. Então acordou Faraó. 5 Depois adormeceu
e sonhou outra vez: saíam duma só cana sete espigas
gradas e boas. 6 Depois delas nasciam sete espigas delgadas e queimadas
do vento oriental. 7 As espigas delgadas devoravam as sete espigas
gradas e cheias. Então acordou Faraó e eis que era
um sonho. 8 De manhã achava-se perturbado o seu espírito;
e mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios.
Faraó contou-lhes o seu sonho, porém não havia
quem lhos interpretasse. 9 Então disse o copeiro-mor a Faraó:
Hoje vou confessar as minhas ofensas: 10 Tendo-se irado Faraó
com os seus servos, mandou meter-me a mim e ao padeiro-mor em detenção
na casa do capitão da guarda. 11 Tivemos um sonho na mesma
noite, eu e ele; sonhamos cada um conforme a interpretação
do seu sonho. 12 Achava-se ali um mancebo hebreu, servo do capitão
da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele nô-los interpretou;
a cada um conforme o seu sonho os interpretou. 13 Assim aconteceu,
como ele nô-los interpretou: eu fui restituído ao meu
cargo, e ele foi enforcado. 14 Mandou Faraó chamar a José,
e fizeram-lhe sair apressadamente da masmorra. Ele se barbeou, mudou
a roupa e foi apresentar-se a Faraó. 15 Disse Faraó
a José. Tive um sonho e não há quem o possa
interpretar. Ouvi dizer de ti que, quando ouves um sonho, podes
interpretá-lo. 16 Respondeu-lhe José: De modo nenhum;
Deus há de dar a Faraó uma resposta de paz. 17 Disse
Faraó a José: Eis que em meu sonho estava eu em pé
à beira do Nilo. 18 subiam do Nilo sete vacas gordas de carne
e formosas à vista que pastavam no carriçal; 19 depois
delas subiam outras sete vacas, fracas, mui feias de parecer e magras
de carne, tão ruins, que nunca as vi tais em toda a terra
do Egito. 20 As vacas magras e ruins comiam as primeiras sete vacas
gordas; 21 e depois das terem consumido, não se podia saber
que as tinham consumido; pois o seu aspecto era tão feio
como no princípio. Então acordei. 22 Depois vi em
meu sonho, e eis que duma só cana saíam sete espigas
cheias e boas, 23 e depois delas nasciam sete espigas murchas, delgadas
e queimadas do vento oriental, 24 e as espigas delgadas devoravam
as sete espigas boas. Contei-o aos magos, porém não
houve quem mo pudesse explicar. 25 Respondeu-lhe José: O
sonho de Faraó é um só; manifestou Deus a Faraó
o que está para fazer. 26 As sete vacas boas são sete
anos, e as sete espigas boas são sete anos: o sonho é
um só. 27 Também as sete vacas magras e ruins que
subiam depois delas são sete anos, e as sete espigas vazias
e queimadas do vento oriental serão sete anos de fome. 28
É isto o que eu disse a Faraó; manifestou Deus a Faraó
o que está para fazer. 29 Eis que vêm sete anos de
grande abundância por toda a terra do Egito; 30 e a estes
seguirão sete anos de fome. Toda aquela abundância
será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá
a terra; 31 não será conhecida a abundância
na terra por causa daquela fome que seguirá, porque será
gravíssima. 32 O sonho de Faraó foi repetido duas
vezes, porque a coisa é estabelecida por Deus, e ele a fará
brevemente. 33 Agora se proveja Faraó de um homem entendido
e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. 34 Faça
isso Faraó: nomeie administradores sobre a terra, e tome
a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de abundância.
35 Ajuntem os administradores toda a colheita destes bons anos que
vêm, recolham o trigo debaixo do poder de Faraó para
mantimento nas cidades, e o guardem. 36 Assim o mantimento será
para o provimento da terra nos sete anos da fome que haverá
na terra do Egito; para que não pereça a terra por
causa da fome. 37 O conselho pareceu bom aos olhos de Faraó
e aos olhos de todos os seus servos. 38 Perguntou Faraó aos
seus servos: Porventura poderemos achar um homem como este, em quem
há o espírito de Deus? 39 Disse Faraó a José:
Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há
tão entendido e sábio como tu. 40 Tu estarás
sobre a minha casa, e à tua voz obedecerá todo o meu
povo; somente no trono serei eu maior que tu. 41 Disse mais Faraó
a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito.
42 Faraó tirou da mão o seu anel de selar e pô-lo
na mão de José, fez-lhe vestir vestidos de linho fino
e pôs-lhe à roda do pescoço um colar de ouro.
43 Fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele:
Ajoelhai-vos. Ele o constituiu sobre toda a terra do Egito. 44 Ainda
disse Faraó a José: Eu sou Faraó, e sem a tua
ordem não levantará ninguém mão ou pé
em toda a terra do Egito. 45 Faraó chamou a José Zafenate-Panéia,
e deu-lhe por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote
de Om. Saiu José a percorrer a terra do Egito. 46 José
era da idade de trinta anos, quando se apresentou a Faraó,
rei do Egito. Saiu José da presença de Faraó
e passou por toda a terra do Egito. 47 Durante os sete anos de abundância
produziu a terra a mãos cheias. 48 Durante estes sete anos
que houve na terra do Egito ajuntou José todo o mantimento,
e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que estava ao redor
de cada cidade, o guardou dentro da mesma. 49 Recolheu José
trigo como a areia do mar em grande abundância, até
que cessou de contar; porque a cópia excedia toda a medida.
50 Antes que viessem os anos da fome, nasceram dois filhos a José,
os quais lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de
Om. 51 Chamou José ao primogênito Manassés,
pois disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho e de toda
a casa de meu pai. 52 Ao segundo chamou Efraim, pois disse: Deus
me fez crecer na terra da minha aflição. 53 Acabaram-se
os sete anos de abundância, que houve na terra do Egito, 54
e começaram a vir os sete anos de fome, como José
tinha dito. Havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do
Egito havia pão. 55 Tendo toda a terra do Egito fome, clamou
pedindo pão a Faraó; e Faraó disse a todos
os egípcios: Ide a José; fazei tudo o que ele vos
disser. 56 Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José
todos os celeiros e vendia aos egípcios. A fome prevaleceu
na terra do Egito. 57 Vinham todas as terras ao Egito, para comprarem
de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.
42:1 Sabendo Jacó que havia
trigo no Egito, disse a seus filhos: Porque estais olhando uns para
os outros? 2 E continuou: Tenho ouvido que há trigo no Egito.
Descei e lá comprai-o para nós, a fim de que vivamos
e não morramos. 3 Então desceram os dez irmãos
de José para comprar trigo no Egito. 4 A Benjamim, porém,
irmão de José, não enviou Jacó com seus
irmãos; pois disse: Para que, porventura, não lhe
suceda algum desastre. 5 Entre os que iam para lá foram também
os filhos de Israel a comprar; porque havia fome na terra de Canaã.
6 José era o governador da terra; era ele quem vendia a todo
o povo. Vieram os irmãos de José e prostraram-se diante
dele com o rosto em terra. 7 Quando José viu seus irmãos,
reconheceu-os, mas portou-se para com eles como estranho, falou-lhes
asperamente e perguntou-lhes: Donde vindes? Responderam eles: Da
terra de Canaã para comprarmos mantimento. 8 Ora José
reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram
a ele. 9 José lembrou-se dos sonhos que tivera a respeito
deles, e disse-lhes: Vós sois espias; para verdes a nudez
da terra é que tendes vindo. 10 Responderam-lhe: Não,
meu adon (senhor), mas para comprarem mantimentos vieram
os teus servos. 11 Todos nós somos filhos do mesmo homem;
somos homens retos, os teus servos não são espias.
12 Tornou-lhes: Não, mas sois vindos para ver a nudez da
terra. 13 Eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos,
filhos de um homem na terra de Canaã; eis que o mais pequeno
está hoje com nosso pai, e o outro já não existe.
14 Então lhes respondeu José: É o que vos tenho
dito, quando disse que sois espias. 15 Nisto sereis provados: pela
vida de Faraó não saireis daqui, sem que venha para
cá vosso irmão mais pequeno. 16 Enviai a um dentre
vós, que traga vosso irmão, e vós ficareis
presos para que sejam provadas as vossas palavras se há verdade
em vós; ou senão pela vida de Faraó vós
sois espias. 17 Meteu-os juntos em detenção por três
dias. 18 Ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis,
porque temo a Deus. 19 Se sois homens retos, fique um de vós
preso na casa de vossa prisão; mas ide vós, levai
o trigo preciso por causa da fome das vossas casas, 20 e trazei-me
vosso irmão mais pequeno: assim serão verificadas
as vossas palavras, e não morrereis. Eles assim o fizeram.
21 Então disseram uns aos outros: Nós, na verdade,
somos culpados no tocante a nosso irmão, porquanto vimos
a angústia da sua alma, quando ele nos suplicava, e não
o queríamos atender; por isso é vinda sobre nós
esta angústia. 22 Respondeu-lhes Rúben: Porventura
não vos disse eu: Não pequeis contra o menino; e não
queríeis ouvir? por isso também eis que o seu sangue
é requerido. 23 Eles não sabiam que José os
entendia, porque havia intérprete entre eles. 24 Voltando-se,
chorou; depois tornou a eles, e lhes falou e, tirando a Simeão,
o ligou na presença deles. 25 José ordenou que lhes
enchessem de trigo os sacos, e repusessem o dinheiro de cada um
no seu saco, e lhes dessem provisões para o caminho; assim
lhes foi feito. 26 Eles carregaram o trigo sobre os seus jumentos,
e partiram dali. 27 Abrindo um deles o seu saco para dar de comer
ao seu jumento na estalagem, deu com o seu dinheiro, pois estava
na boca do seu saco. 28 E disse a seus irmãos: O meu dinheiro
foi restituído; ei-lo aqui está no meu saco. Desfaleceu-lhes
o coração e, tremendo, viraram-se uns para os outros,
dizendo: Que é isto que Deus nos fez? 29 Vieram a seu pai
Jacó na terra de Canaã, e contaram-lhe tudo o que
lhes havia acontecido; dizendo: 30 O homem, o adon da terra,
falou conosco asperamente, e nos teve por espias da terra. 31 Dissemos-lhe:
Nós somos homens retos, não somos espias; 32 somos
doze irmãos, filhos de nosso pai; um já não
existe, e o mais pequeno está hoje com nosso pai na terra
de Canaã. 33 Respondeu-nos o homem, o adon da terra:
Nisto conhecerei que sois homens retos: deixai comigo um de vossos
irmãos, levai o trigo necessário por causa da fome
das vossas casas, e ide-vos embora; 34 trazei-me vosso irmão
mais pequeno, então saberei que não sois espias, mas
que sois homens retos. Assim vos entregarei vosso irmão,
e negociareis na terra. 35 Aconteceu que, despejando eles os seus
sacos, eis que cada um tinha o seu pacote de dinheiro no seu saco;
quando eles e seu pai viram os seus pacotes de dinheiro, tiveram
medo. 36 Então lhes disse seu pai Jacó: Tendes-me
desfilhado; já não existe José, e não
existe Simeão, e haveis de levar a Benjamim! É sobre
mim que são vindas todas estas coisas! 37 Rúben disse
a seu pai: Tira a vida a meus dois filhos, se eu to não trouxer:
entrega-o a mim, e eu to restituirei. 38 Ele, porém, disse:
Não descerá meu filho convosco; porque seu irmão
é morto, e só ele foi deixado: se lhe suceder algum
desastre pelo caminho em que fordes, fareis descer com tristeza
as minhas cãs ao Sheol.
43:1 A fome era gravíssima
na terra. 2 Tendo eles acabado de comer o trigo que trouxeram do
Egito, disse-lhes seu pai: Voltai, comprai-nos um pouco de mantimento.
3 Respondeu-lhe Judá: Fortemente nos protestou o homem, dizendo:
Não vereis a minha face, se vosso irmão não
estiver convosco. 4 Se queres enviar conosco nosso irmão,
desceremos e te compraremos mantimento; 5 mas se não queres
enviá-lo, não desceremos, pois o homem nos disse:
Não vereis a minha face, se vosso irmão não
estiver convosco. 6 Perguntou Israel: Por que me fizestes este mal,
fazendo saber ao homem que tínheis outro irmão? 7
Responderam eles: O homem perguntou particularmente por nós
e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai? tendes ainda
outro irmão? Respondemos-lhe segundo o teor destas palavras;
podíamos, porventura, saber com certeza que ele havia de
dizer: Fazei descer vosso irmão? 8 Então disse Judá
a Israel, seu pai: Envia o moço comigo, e levantarnos-emos
e iremos; para que vivamos e não morramos, nem nós,
nem tu, nem nossos filhinhos. 9 Eu serei fiador dele, da minha mão
o requererás: se eu to não trouxer, e o não
colocar diante da tua face, serei réu de crime para contigo
em todo o tempo. 10 Se não nos tivéssemos demorado,
certamente já segunda vez teríamos estado de volta.
11 Respondeu-lhes Israel, seu pai: Se é assim, então
fazei isso: tomai dos melhores frutos da terra nas vossas vasilhas,
e levai ao homem um presente: um pouco de bálsamo e um pouco
de mel, tragacanta e labdano, nozes de pistácia e amêndoas.
12 Levai também em vossas mãos dinheiro em dobro;
o dinheiro que foi posto na boca dos vossos sacos, tornai a levá-lo
em vossas mãos; bem pode ser que fosse engano. 13 Levai também
vosso irmão, levantai-vos e ide ter com o homem: 14 Deus
Todo-poderoso vos dê misericórdia diante do homem,
para que ele vos restitua vosso irmão Benjamim. Mas quanto
a mim, se eu ficar sem filhos, sem filhos ficarei. 15 Tomaram, pois,
os homens aquele presente, e o dinheiro em dobro, e a Benjamim;
levantando-se, desceram ao Egito e apresentaram-se a José.
16 Vendo José a Benjamim com eles, disse ao despenseiro de
sua casa: Conduze os homens para casa, mata rezes e apronta tudo;
pois eles hão de comer comigo ao meio-dia. 17 Fez o homem
como José ordenara, e levou os homens para a casa de José.
18 Os homens tiveram medo, porque foram levados à casa de
José; e disseram: É por causa do dinheiro que da outra
vez foi reposto em nossos sacos que somos trazidos aqui, para nos
assaltar e cair sobre nós e reduzir-nos à escravidão,
tanto a nós como aos nossos jumentos. 19 Tendo-se chegado
ao despenseiro da casa de José, disseram-lhe à porta
da casa: 20 Meu adon, na verdade, descemos dantes a comprar
mantimento; 21 quando chega-mos à estalagem, abrimos os nossos
sacos, e eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco,
nosso dinheiro por seu peso; tornamos a trazê-lo em nossas
mãos. 22 Outro dinheiro trouxemos em nossas mãos para
comprarmos mantimento; não sabemos quem tenha posto o nosso
dinheiro em nossos sacos. 23 Ele disse: Paz seja convosco, não
temais; o vosso Deus e o Deus de vossos pais deu-vos um tesouro
nos vossos sacos; o vosso dinheiro chegou a mim. Ele lhes trouxe
fora Simeão. 24 Então os conduziu para a casa de José
e deu-lhes água, e eles lavaram os pés; também
deu de comer aos jumentos deles. 25 Eles prepararam o presente para
quando José viesse ao meio-dia, pois ouviram que ali haviam
de comer. 26 Tendo José entrado em casa, trouxeram-lhe para
dentro o presente que tinham nas suas mãos, e prostraram-se
perante ele com o rosto em terra. 27 Ele lhes perguntou como estavam,
e disse: Vai bem vosso pai, o velho de quem me falastes? ainda vive?
28 Responderam eles: Vai bem o teu servo, nosso pai, ele ainda vive.
E inclinaram as cabeças e prostraram-se. 29 José levantou
os olhos, e viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe,
e perguntou: Este é o vosso irmão mais pequeno, de
quem me falastes? E disse: Deus se compadeça de ti, meu filho.
30 José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas
por causa de seu irmão. Procurou onde chorar e, entrando
na sua câmara, chorou ali. 31 Tendo lavado o rosto, saiu;
e conteve-se e disse: Ponde a comida na mesa. 32 Serviram-lhe a
ele à parte, e a eles também à parte e à
parte aos egípcios que comiam com ele; os egípcios
não podiam comer com os hebreus, porquanto é isso
abominação aos egípcios. 33 Sentaram-se diante
dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o mais
moço segundo a sua mocidade; e os homens se maravilharam
entre si. 34 Enviou-lhes as porções que estavam diante
dele; mas a porção de Benjamim era cinco vezes maior
do que qualquer porção deles. Eles beberam e se regalaram
com ele.
44:1 José deu esta ordem ao despenseiro
da sua casa: Enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem
levar, e põe o dinheiro de cada homem na boca do seu saco.
2 Põe na boca do saco do mais moço a minha taça
de prata, e o dinheiro que deu pelo trigo. Assim fez ele conforme
a palavra que José havia falado. 3 Ao raiar a luz da manhã,
foram despedidos os homens, eles e seus jumentos. 4 Tendo eles saído
da cidade, mas não tendo ido ainda muito longe, disse José
ao seu despenseiro: Levanta-te, segue os homens; e alcançando-os,
dize-lhes: Por que tornastes o mal pelo bem? 5 Não é
esta a taça por que bebe o meu adon, e de que se
serve para adivinhar? procedestes mal no que fizestes. 6 Tendo-os
alcançado, falou-lhes ele estas palavras. 7 Responderam-lhe:
Por que fala meu adon tais palavras? Longe estejam os teus
servos de fazerem semelhente coisa! 8 Eis que o dinheiro, que achamos
nas bocas dos nossos sacos, tornamos a trazê-lo a ti da terra
de Canaã: como, pois, furtaríamos da casa do teu adon prata ou ouro? 9 Aquele dos teus servos, com quem for ela achada,
morra, e nós também seremos escravos do meu adon.
10 Ele disse: Seja conforme as vossas palavras: aquele com quem
for ela achada será o meu escravo; porém vós
sereis inocentes. 11 Eles se apressaram, e, tendo cada um posto
o seu saco em terra, o abriu. 12 O despenseiro os examinou, começando
pelo mais velho e acabando pelo mais moço; e a taça
foi achada no saco de Benjamim. 13 Então rasgaram os vestidos
e, tendo cada um carregado o seu jumento, voltaram à cidade.
14 Veio Judá com seus irmãos à casa de José,
que ainda estava ali; e prostraram-se em terra diante dele. 15 Perguntou-lhe
José: Que ação é esta que praticastes?
não sabeis que um homem como eu pode muito bem adivinhar?
16 Respondeu Judá: Que diremos ao meu adon? que
falaremos? Descobriu Deus a iniqüidade de teus servos: eis
que somos escravos do meu adon, assim nós, como
aquele em cuja mão foi achada a taça. 17 Disse José:
Longe esteja eu de fazer isto! O homem em cuja mão foi achada
a taça será meu escravo; mas, quanto a vós,
subi em paz para vosso pai.”
Maftir 4º Dia Chanukah
Nm 7:30-41 “30 No quarto
dia fez a sua oferta Elizur, filho de Sedeur, príncipe dos
filhos de Rúben. 31 A sua oblação foi um prato
de prata de cento e trinta siclos de peso, uma bacia de prata de
setenta siclos, segundo o siclo do santuário, cheios ambos
de flor de farinha amassada com azeite para oferta de cereais; 32
uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso; 33 um novilho,
um carneiro, um cordeiro dum ano para holocausto; 34 um bode para
oferta pelo pecado; 35 e para o sacrifício de ofertas pacíficas,
dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros dum ano.
Esta foi a oblação de Elizur, filho de Sedeur. 36
No quinto dia fez a sua oferta Selumiel, filho de Zurisadai, príncipe
dos filhos de Simeão. 37 A sua oblação foi
um prato de prata de cento e trinta siclos de peso, uma bacia de
prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário, cheios
ambos de flor de farinha amassada com azeite para oferta de cereais;
38 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso; 39 um novilho,
um carneiro, um cordeiro dum ano para holocausto; 40 um bode para
oferta pelo pecado; 41 e para o sacrifício de ofertas pacíficas,
dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros dum ano.
Esta foi a oblação de Selumiel, filho de Zurisadai.”
Haftarah Shabat Chanukah
Zacarias 2:13-4:7 “13 Cala-te,
toda a carne, diante do Eterno; porque ele se levantou da sua santa
habitação.
3:1 Ele me mostrou o sumo sacerdote
Josué que estava diante do anjo do Eterno, e Satanás
que estava à mão direita dele para ser o seu adversário.
2 O Eterno disse a Satanás: Que o Eterno te repreenda, ó
Satanás; sim, repreenda-te o Eterno que escolheu a Jerusalém:
acaso não é este um tição tirado do
fogo? 3 Ora Josué estava vestido de hábitos sujos,
e posto em pé diante do anjo. 4 Este começou a falar
e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe estes hábitos
sujos. A Josué disse: Eis que hei feito passar de ti a tua
iniqüidade, e te vestirei de ricos trajos. 5 Eu disse: Ponham-lhe
sobre a cabeça uma mitra limpa. Puseram-lhe, pois, sobre
a cabeça uma mitra limpa, e vestiram-no de vestidos; e o
anjo do Eterno estava perto, de pé. 6 O anjo do Eterno protestou
a Josué, dizendo: 7 Assim diz o Eterno dos exércitos:
Se andares nos meus caminhos, e observares o que tenho prescrito,
também tu julgarás a minha casa, e bem assim guardarás
os meus átrios, e te permitirei entrar e sair entre os que
estão aqui. 8 Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu
e teus colegas que se assentam diante de ti; porque são homens
de presságio; porquanto eis que farei vir o meu servo, o
Renovo. 9 Eis a pedra que tenho posto diante de Josué; sobre
uma só pedra são sete olhos. Eis que eu farei ao buril
a sua escultura, diz o Eterno dos exércitos, e tirarei a
iniqüidade desta terra num só dia. 10 Naquele dia, diz
o Eterno dos exércitos, chamareis, cada um de vós
ao seu próximo para debaixo da videira e para debaixo da
figueira.
4:1 O anjo que falava comigo voltou, e me despertou
a mim, como a um homem que é despertado do seu sono. 2 Perguntou-me:
Que vês tu? Respondi: Vi, e eis um candeeiro todo de ouro,
que tem o seu vaso em cima, e sobre si as suas sete lâmpadas;
há sete canudos, e cada um deles vai unir-se a uma das lâmpadas
que estão em cima do candeeiro. 3 Vi junto a ele duas oliveiras,
uma à direita do vaso e a outra à sua esquerda. 4
Respondi e perguntei ao anjo que falava comigo: Que são estas
coisas, meu adon? 5 Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não
sabes o que são elas? Respondi: Não, meu adon. 6 Ele
prosseguiu e me disse: Esta é a palavra do Eterno a Zorobabel,
a qual diz: Não por força nem por poder, mas por meu
espírito, diz o Eterno Tsevaot.(dos exércitos) 7 Quem
és tu, ó grande monte? diante de Zorobabel tornar-te-ás
uma campina; ele produzirá a pedra angular, dizendo com algazarras:
Graça, graça a ela.”
Brit Hadashah
Mateus 27:15-46 “15 Por
ocasião da festa costumava o governador dar liberdade a um
preso, à vontade do povo. 16 Naquela ocasião tinham
eles um preso famoso, chamado Barrabás. 17 Estando, pois,
o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: Qual dos dois quereis que
eu vos solte, Barrabás, ou Yeshua chamado Machiach? 18 Pois
sabia que por inveja lho tinham entregado. 19 Estava Pilatos sentado
no tribunal, quando sua esposa mandou dizer-lhe: Não te envolvas
na questão deste justo; porque hoje em sonhos muito padeci
por causa dele. 20 Os principais sacerdotes e os anciãos
persuadiram à multidão que escolhesse a Barrabás
e fizesse morrer a Yeshua. 21 O governador perguntou: Qual dos dois
quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás. 22
Replicou-lhes Pilatos: Que hei de fazer, então, de Yeshua,
a quem chamam Mashiach? Bradaram todos: Seja crucificado! 23 Pilatos
continuou: Pois que mal fez ele? Mas eles clamavam cada vez mais:
Seja crucificado! 24 Vendo Pilatos que nada conseguia, e que ao
contrário o tumulto aumentava, mandando vir água,
lavou as mãos diante da multidão e declarou: Sou inocente
deste sangue, isso é lá convosco. 25 Todo o povo disse:
O sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos. 26 Então
Pilatos soltou a Barrabás; e mandando açoitar a Yeshua,
entregou-o para ser crucificado. 27 Depois os soldados do governador,
conduzindo Yeshua ao Pretório, reuniram em torno dele toda
a corte. 28 Despindo-o, vestiram-lhe um manto carmesim. 29 Em seguida
tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e uma
cana na mão direita; e ajoelhando-se diante dele, escarneciam-no,
dizendo: Salve, Rei dos Judeus! 30 E cuspindo nele, tomaram a cana,
e davam-lhe com ela na cabeça. 31 Depois de o terem escarnecido,
tiraram-lhe o manto, vestiram-lhe as vestes e levaram-no para ser
crucificado. 32 Ao saírem, encontraram um homem cirineu,
chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Yeshua.
33 Chegados a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer, Lugar
da Caveira, 34 deram-lhe a beber vinho com fel; e ele, tendo-o provado,
não o quis beber. 35 Depois de o crucificarem, repartiram
entre si as vestes dele, deitando sortes; 36 e sentados, ali o guardavam.
37 Puseram-lhe sobre a cabeça a sua acusação
escrita: ESTE É YESHUA O REI DOS JUDEUS. 38 Então
foram crucificados com ele dois salteadores, um à sua direita
e outro à sua esquerda. 39 Os que iam passando, blasfemavam
dele, meneando a cabeça, 40 e dizendo: Ó tu que destróis
o santuário, e em três dias o reedificas, salva-te
a ti mesmo; se és Filho do Eterno, desce da cruz. 41 Do mesmo
modo os principais sacerdotes com os escribas e anciãos,
escarnecendo, diziam: 42 Ele salvou aos outros, a si mesmo não
se pode salvar; Rei de Israel é ele! desça agora da
cruz, e creremos nele. 43 Confia no Eterno; o Eterno que o livre
agora, se lhe quer bem; pois disse: Sou Filho do Eterno. 44 Também
os salteadores que foram crucificados com ele, dirigiram-lhe os
mesmos impropérios. 45 Desde a hora sexta até a hora
nona houve trevas sobre toda a terra. 46 Cerca da hora nona deu
Yeshua um alto brado: Eli, Eli, lamá sabactâni? que
quer dizer, Meu Elohim, meu Elohim, por que me desamparaste?”
Salmo
Salmos 30:1-12 “1 Exaltar-te-ei,
Eterno, porque me levantaste, E não permitiste que os meus
inimigos se regozijassem sobre mim. 2 Eterno, meu Elohim, A ti clamei
por socorro, e me saraste. 3 Eterno, fizeste subir a minha alma
do Sheol; Vivificaste-me dentre os que descem à cova. 4 Cantai
louvores ao Eterno, vós que sois seus santos, E dai graças
ao seu santo nome. 5 Pois a sua ira dura apenas um momento; No seu
favor está a vida. O choro pode entrar à tarde para
pousar, Pela manhã, porém, vem o cântico de
júbilo. 6 Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Nunca
jamais serei abalado. 7 Tu, Eterno, pelo teu favor fizeras que o
meu monte permanecesse forte: Ocultaste o teu rosto, fiquei conturbado.
8 A ti, Eterno, clamei, E a Adonai supliquei: 9 Que proveito há
no meu sangue, em ir eu para a cova? Porventura louvar-te-á
o pó? declarará ele a tua verdade? 10 Ouve, Eterno,
e compadece-te de mim: Sê tu, Eterno, o meu ajudador. 11 Converteste
o meu pranto em regozijo, Tiraste o meu cilício e cingiste-me
de alegria, 12 A fim de que a minha glória cante louvores
a ti, e não se cale. Eterno, meu Elohim, dar-te-ei graças
para sempre.” |