LEITURA DAS PORÇÕES
14ª Porção da Torah
Vaerah ( Apareci)
Parashah: Ex. 6:2-9:35
Maftir Rosh Chodesh:Nm 28:9-15
Haftarah: Is. 66:1-24
Brit Chadashah: Ap. 16:1-21
Salmos Shabáticos:46
Salmo Rosh Chodesh:104
Parashah
Exodo 6:2-9:35 Falou mais Elohim a Moisés, e disse: Eu sou o Eterno. E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Elohim Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Eterno, não lhes fui perfeitamente conhecido. E também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos. E também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lembrei-me da minha aliança. Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o Eterno, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com grandes juízos. E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Elohim; e sabereis que eu sou o Eterno vosso Elohim, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios; E eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei minha mão, jurando que a daria a Abraão, a Isaque e a Jacó, e vo-la darei por herança, eu o Eterno. Deste modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés, por causa da angústia de espírito e da dura servidão. Falou mais o Eterno a Moisés, dizendo: Entra, e fala a Faraó rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra. Moisés, porém, falou perante o Eterno, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, Faraó me ouvirá? Também eu sou incircunciso de lábios. Todavia o Eterno falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Faraó rei do Egito, para que tirassem os filhos de Israel da terra do Egito. Estas são as cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben. E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamin, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananéia; estas são as famílias de Simeão. E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos. Os filhos de Gérson: Libni e Simei, segundo as suas famílias; E os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos. E os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações. E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela deu-lhe Arão e Moisés: e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos. E os filhos de Izar: Corá, Nefegue e Zicri. E os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri. E Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naasson; e ela deu-lhe Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. E os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas. E Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel, e ela deu-lhe a Finéias; estes são os cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas famílias. Estes são Arão e Moisés, aos quais o Eterno disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos. Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito, para que tirasse do Egito os filhos de Israel; estes são Moisés e Arão. E aconteceu que naquele dia, quando o Eterno falou a Moisés na terra do Egito, Falou o Eterno a Moisés, dizendo: Eu sou o Eterno; fala a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo. Então disse Moisés perante o Eterno: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, Faraó me ouvirá?
7:1
Então disse o Eterno a Moisés: Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta. Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra. Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. Faraó, pois, não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei meus exércitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. Então os egípcios saberão que eu sou o Eterno, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles. Assim fizeram Moisés e Arão; como o Eterno lhes ordenara, assim fizeram. E Moisés era da idade de oitenta anos, e Arão da idade de oitenta e três anos quando falaram a Faraó. E o Eterno falou a Moisés e a Arão, dizendo: Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei vós um milagre, dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó; e se tornará em serpente. Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram assim como o Eterno ordenara; e lançou Arão a sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Eterno tinha falado. Então disse o Eterno a Moisés: O coração de Faraó está endurecido, recusa deixar ir o povo. Vai pela manhã a Faraó; eis que ele sairá às águas; põe-te em frente dele na beira do rio, e tomarás em tua mão a vara que se tornou em cobra. E lhe dirás: O Eterno Elohim dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não tens ouvido. Assim diz o Eterno: Nisto saberás que eu sou o Eterno: Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue. E os peixes, que estão no rio, morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio. Disse mais o Eterno a Moisés: Dize a Arão: Toma tua vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os seus tanques, e sobre todo o ajuntamento das suas águas, para que se tornem em sangue; e haja sangue em toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra. E Moisés e Arão fizeram assim como o Eterno tinha mandado; e Arão levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue, E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Eterno tinha dito. E virou-se Faraó, e foi para sua casa; nem ainda nisto pôs seu coração. E todos os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber da água do rio. Assim se cumpriram sete dias, depois que o Eterno ferira o rio.
8:1
Depois disse o Eterno a Moisés: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o Eterno: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos. E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e as casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras. E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos. Disse mais o Eterno a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com tua vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs sobre a terra do Egito. E Arão estendeu a sua mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, e cobriram a terra do Egito. Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito. E Faraó chamou a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Eterno que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao Eterno. E disse Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, e fiquem somente no rio? E ele disse: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme à tua palavra, para que saibas que ninguém há como o Eterno nosso Elohim. E as rãs apartar-se-ão de ti, das tuas casas, dos teus servos, e do teu povo; somente ficarão no rio. Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao Eterno por causa das rãs que tinha posto sobre Faraó. E o Eterno fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas casas, nos pátios, e nos campos. E ajuntaram-se em montões, e a terra cheirou mal. Vendo, pois, Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o Eterno tinha dito. Disse mais o Eterno a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito. E fizeram assim; e Arão estendeu a sua mão com a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito. E os magos fizeram também assim com os seus encantamentos para produzir piolhos, mas não puderam; e havia piolhos nos homens e no gado. Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Elohim. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Eterno tinha dito. Disse mais o Eterno a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante de Faraó; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o Eterno: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem. E naquele dia eu separarei a terra de Gósen, em que meu povo habita, que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Eterno no meio desta terra. E porei separação entre o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este sinal. E o Eterno fez assim; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó e às casas dos seus servos, e sobre toda a terra do Egito; a terra foi corrompida destes enxames. Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Elohim nesta terra. E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao Eterno nosso Elohim a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles? Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao Eterno nosso Elohim, como ele nos disser. Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Eterno vosso Elohim no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim. E Moisés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao Eterno, que estes enxames de moscas se retirem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; somente que Faraó não mais me engane, não deixando ir a este povo para sacrificar ao Eterno. Então saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao Eterno. E fez o Eterno conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se retiraram de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma só. Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração, e não deixou ir o povo.
9:1
Depois o Eterno disse a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Eterno Elohim dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Porque se recusares deixá-los ir, e ainda por força os detiveres, Eis que a mão do Eterno será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima. E o Eterno fará separação entre o gado dos israelitas e o gado dos egípcios, para que nada morra de tudo o que for dos filhos de Israel. E o Eterno assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Eterno esta coisa na terra. E o Eterno fez isso no dia seguinte, e todo o gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum. E Faraó enviou a ver, e eis que do gado de Israel não morrera nenhum; porém o coração de Faraó se agravou, e não deixou ir o povo. Então disse o Eterno a Moisés e a Arão: Tomai vossas mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó; E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito. E eles tomaram a cinza do forno, e puseram-se diante de Faraó, e Moisés a espalhou para o céu; e tornou-se em sarna, que arrebentava em úlceras nos homens e no gado; De maneira que os magos não podiam parar diante de Moisés, por causa da sarna; porque havia sarna nos magos, e em todos os egípcios. Porém o Eterno endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o Eterno tinha dito a Moisés. Então disse o Eterno a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Eterno Elohim dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva; Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra. Porque agora tenho estendido minha mão, para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência, e para que sejas destruído da terra; Mas, deveras, para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Tu ainda te exaltas contra o meu povo, para não o deixar ir? Eis que amanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora. Agora, pois, envia, recolhe o teu gado, e tudo o que tens no campo; todo o homem e animal, que for achado no campo, e não for recolhido à casa, a saraiva cairá sobre eles, e morrerão. Quem dos servos de Faraó temia a palavra do Eterno, fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas; Mas aquele que não tinha considerado a palavra do Eterno deixou os seus servos e o seu gado no campo. Então disse o Eterno a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre o gado, e sobre toda a erva do campo, na terra do Egito. E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Eterno deu trovões e saraiva, e fogo corria pela terra; e o Eterno fez chover saraiva sobre a terra do Egito. E havia saraiva, e fogo misturado entre a saraiva, tão grave, qual nunca houve em toda a terra do Egito desde que veio a ser uma nação. E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animais; também a saraiva feriu toda a erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não havia saraiva. Então Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Eterno é justo, mas eu e o meu povo ímpios. Orai ao Eterno (pois que basta) para que não haja mais trovões de Elohim nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui. Então lhe disse Moisés: Em saindo da cidade estenderei minhas mãos ao Eterno; os trovões cessarão, e não haverá mais saraiva; para que saibas que a terra é do Eterno. Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do Eterno Elohim. E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já estava na espiga, e o linho na haste. Mas o trigo e o centeio não foram feridos, porque estavam cobertos. Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, da cidade, e estendeu as suas mãos ao Eterno; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a terra. Vendo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, pecou ainda mais; e endureceu o seu coração, ele e os seus servos. Assim o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o Eterno tinha dito por Moisés.
Maftir Rosh Chodesh
Números 28:9-15 Porém, no dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua libação. Holocausto é de cada sábado, além do holocausto contínuo, e a sua libação. E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em holocausto ao Eterno, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; E três décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um novilho; e duas décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um carneiro. E uma décima de flor de farinha misturada com azeite em oferta de alimentos, para um cordeiro; holocausto é de cheiro suave, oferta queimada ao Eterno. E as suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano. Também um bode para expiação do pecado ao Eterno, além do holocausto contínuo, com a sua libação se oferecerá.
Haftarah
Isaías 66:1-24 Assim diz o Eterno: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o Eterno; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem; quem sacrifica um cordeiro é como o que degola um cão; quem oferece uma oblação é como o que oferece sangue de porco; quem queima incenso em memorial é como o que bendiz a um ídolo; também estes escolhem os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações. Também eu escolherei as suas calamidades, farei vir sobre eles os seus temores; porquanto clamei e ninguém respondeu, falei e não escutaram; mas fizeram o que era mau aos meus olhos, e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer. Ouvi a palavra do Eterno, os que tremeis da sua palavra. Vossos irmãos, que vos odeiam e que para longe vos lançam por amor do meu nome, dizem: Seja glorificado o Eterno, para que vejamos a vossa alegria; mas eles serão confundidos. Uma voz de grande rumor virá da cidade, uma voz do templo, a voz do Eterno, que dá o pago aos seus inimigos. Antes que estivesse de parto, deu à luz; antes que lhe viessem as dores, deu à luz um menino. Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos. Abriria eu a madre, e não geraria? diz o Eterno; geraria eu, e fecharia a madre? diz o teu Elohim. Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos os que por ela pranteastes; Para que mameis, e vos farteis dos peitos das suas consolações; para que sugueis, e vos deleiteis com a abundância da sua glória. Porque assim diz o Eterno: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória dos gentios como um ribeiro que transborda; então mamareis, ao colo vos trarão, e sobre os joelhos vos afagarão. Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados. E vós vereis e alegrar-se-á o vosso coração, e os vossos ossos reverdecerão como a erva tenra; então a mão do Eterno será notória aos seus servos, e ele se indignará contra os seus inimigos. Porque, eis que o Eterno virá com fogo; e os seus carros como um torvelinho; para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo. Porque com fogo e com a sua espada entrará o Eterno em juízo com toda a carne; e os mortos do Eterno serão multiplicados. Os que se santificam, e se purificam, nos jardins uns após outros; os que comem carne de porco, e a abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o Eterno. Porque conheço as suas obras e os seus pensamentos; vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e virão e verão a minha glória. E porei entre eles um sinal, e os que deles escaparem enviarei às nações, a Társis, Pul, e Lude, flecheiros, a Tubal e Javã, até às ilhas de mais longe, que não ouviram a minha fama, nem viram a minha glória; e anunciarão a minha glória entre os gentios. E trarão a todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por oferta ao Eterno, sobre cavalos, e em carros, e em liteiras, e sobre mulas, e sobre dromedários, trarão ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o Eterno; como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas em vasos limpos à casa do Eterno. E também deles tomarei a alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Eterno. Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Eterno, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Eterno. E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne.
Brit Chadashah
Apocalipse 16:1-21 E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Elohim. E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem. E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente. E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. E ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores. E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Elohim Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos. E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Elohim, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória. E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e eles mordiam as suas línguas de dor. E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram do Elohim do céu; e não se arrependeram das suas obras. E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente. E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Elohim Todo-Poderoso. Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom. E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande babilônia se lembrou Elohim, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Elohim por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande.
Salmos Shabatico
Salmo 46
[cântico sobre Alamote, para o músico-mor entre os filhos de Coré] Elohim é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Elohim, o santuário das moradas do Altíssimo. Elohim está no meio dela; não se abalará. Elohim a ajudará, já ao romper da manhã. Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. O Eterno dos Exércitos está conosco; o Elohim de Jacó é o nosso refúgio. Vinde, contemplai as obras do Eterno; que desolações tem feito na terra! Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Elohim; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. O Eterno dos Exércitos está conosco; o Elohim de Jacó é o nosso refúgio.
Salmo Rosh Chodesh
Salmo 104
Bendize, ó minha alma, ao Eterno! Eterno Elohim meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade. Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina. Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento. Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador. Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum. Tu a cobriste com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes. Å tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se apressaram. Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste. Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra. Tu, que fazes sair as fontes nos vales, as quais correm entre os montes. Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos monteses matam a sua sede. Junto delas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos. Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras. Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem. As árvores do Eterno fartam-se de seiva, os cedros do Líbano que ele plantou, Onde as aves se aninham; quanto à cegonha, a sua casa é nas faias. Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos. Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso. Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animais da selva. Os leõezinhos bramam pela presa, e de Elohim buscam o seu sustento. Nasce o sol e logo se acolhem, e se deitam nos seus covis. Então sai o homem à sua obra e ao seu trabalho, até à tarde. O Eterno, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas. Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes. Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar. Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno. Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e se enchem de bens. Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras o fôlego, morrem, e voltam para o seu pó. Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra. A glória do Eterno durará para sempre; o Eterno se alegrará nas suas obras. Olhando ele para a terra, ela treme; tocando nos montes, logo fumegam. Cantarei ao Eterno enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Elohim, enquanto eu tiver existência. A minha meditação acerca dele será suave; eu me alegrarei no Eterno. Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não sejam mais. Bendize, ó minha alma, ao Eterno. Louvai ao Eterno.

