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LEITURA DAS PORÇÕES
16ª Porção - Beshalach
Parashah: Ex 13:17 à 17:16
Haftarah: Jz 4:14 à 5:31
Brit Hadashah: Ap 19:1 à 20:6
Salmo: 66
Havdalah: 19:56h
Parashah
Êxodo 13:17-17:16 “17
Tendo Faraó deixado ir o povo, não os conduziu Elohim
pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse perto; pois
disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo
a guerra, e volte para o Egito. 18 Porém Elohim fez rodear
o povo pelo caminho do deserto, pelo mar Vermelho: e os filhos de
Israel saíram arregimentados da terra do Egito. 19 Levou
também Moisés consigo os ossos de José, por
ter este rigorosamente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo:
Sem dúvida Elohim vos há de visitar; levai daqui convosco
os meus ossos. 20 Tendo partido de Sucote, acamparam-se em Etã,
à beira do deserto. 21 O Eterno ia adiante deles, de dia
numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa
coluna de fogo, para os alumiar; a fim de que caminhassem de dia
e de noite. 22 Nunca a coluna de nuvem deixou de aparecer diante
do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.
14:1 Disse o Eterno a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel que retrocedam e se acampem em frente
de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; defronte
dele assentareis o campo junto ao mar. 3 Faraó dirá
dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra,
o deserto os encerrou. 4 Endurecerei o coração de
Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-me-ei em Faraó
e em todo o seu exército; e os egípcios saberão
que eu sou o Eterno. Eles assim o fizeram. 5 Foi dito ao rei dos
egípcios que o povo havia fugido; mudou-se o coração
de Faraó e dos seus servos para com o povo, e disseram: Que
é isto que fizemos, permitindo que Israel nos deixasse de
servir? 6 Faraó mandou aprontar o seu carro, e tomou consigo
o seu povo; 7 também tomou seiscentos carros escolhidos e
todos os carros do Egito com capitães sobre todos eles. 8
O Eterno endureceu o coração de Faraó, rei
do Egito, e este perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de
Israel saíram afoitamente. 9 Perseguiam-nos os egípcios,
a saber, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros
e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto
ao mar, perto de Pi-Hairote, defronte de Baal-Zefom. 10 Quando Faraó
se chegou perto, levantaram os olhos os filhos de Israel, e eis
que os egípcios marchavam atrás deles; os filhos de
Israel tiveram muito medo, e clamaram ao Eterno. 11 Disseram a Moisés:
Foi porque não havia sepulcros no Egito que nos tiraste para
morrermos no deserto? por que motivo nos trataste assim, fazendo-nos
sair do Egito? 12 Não é isto mesmo o que te dissemos
no Egito: Deixa-nos, para que sirvamos aos egípcios? Pois
melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no
deserto. 13 Respondeu Moisés ao povo: Não temais,
estai quietos e vede o livramento que o Eterno vos há de
dar hoje; porque os egípcios que vedes hoje, nunca jamais
os tornareis a ver. 14 O Eterno pelejará por vós,
e vós vos calareis. 15 Disse o Eterno a Moisés: Por
que clamas a mim? fala aos filhos de Israel que marchem. 16 E tu,
levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o,
para que os filhos de Israel caminhem pelo meio do mar em seco.
17 Eis que eu hei de endurecer os corações dos egípcios,
e entrarão atrás deles; glorificar-me-ei em Faraó
e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros.
18 Os egípcios saberão que eu sou o Eterno, quando
me tiver glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus
cavaleiros. 19 Então o anjo de Elohim, que ia adiante do
campo de Israel, se retirou e ia atrás deles; a coluna de
nuvem retirou-se de diante deles, e pôs-se atrás deles,
20 e veio entre o campo do Egito e o campo de Israel. Havia a nuvem
e as trevas, contudo brilhava de noite. Toda a noite não
se aproximou um do outro. 21 Então Moisés estendeu
a mão sobre o mar. O Eterno fez retirar-se o mar por um forte
vento oriental toda a noite, e fez do mar terra seca, e as águas
foram divididas. 22 Os filhos de Israel entraram no meio do mar
em seco; e as águas foram-lhes como um muro à direita
e à esquerda. 23 Os egípcios perseguiram e entraram
atrás deles no meio do mar, todos os cavalos de Faraó,
os seus carros e os seus cavaleiros. 24 Na vigília da manhã
olhou o Eterno para o exército dos egípcios por entre
a coluna de fogo e de nuvem e alvorotou o exército dos egípcios.
25 Tirou-lhes as rodas dos carros, e fe-los andar dificultosamente;
de modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel,
porque o Eterno está pelejando por eles contra os egípcios.
26 Disse o Eterno a Moisés: Estende a mão sobre o
mar, para que se voltem as águas sobre os egípcios,
sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros. 27 Moisés
estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã,
voltou à sua força; os egípcios fugiram de
encontro a ele, e o Eterno derribou os egípcios no meio do
mar. 28 As águas voltaram a cobrir os carros e os cavaleiros,
sim todo o exército de Faraó, que atrás deles
entrou no mar; deles não ficou nem sequer um. 29 Porém
os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto no meio do mar;
e as águas foram-lhes como um muro à direita e à
esquerda. 30 Assim o Eterno salvou a Israel naquele dia da mão
dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia
do mar. 31 Viu Israel o grande poder que o Eterno exercitou contra
os egípcios, e o povo temeu ao Eterno; creram no Eterno e
em seu servo Moisés.
15:1 Então cantou Moisés,
e os filhos de Israel, este cântico ao Eterno, e disseram:
Cantarei ao Eterno, porque gloriosamente triunfou; Precipitou no
mar o cavalo e o seu cavaleiro. 2 O Eterno é a minha força
e o meu cântico, E ele se tem tornado a minha salvação.
Este é o meu Elohim, e louvá-lo-ei; Ele é o
Elohim de meu pai, e exaltá-lo-ei. 3 O Eterno é homem
de guerra; o Eterno é o seu nome. 4 Precipitou no mar os
carros de Faraó e o seu exército; E os seus capitães
foram submergidos no mar Vermelho. 5 Os abismos os cobriram; Desceram
às profundidades como uma pedra. 6 A tua destra, Eterno,
é gloriosa em poder, A tua destra, Eterno, destroça
o inimigo. 7 Na grandeza da tua excelência derribas aos que
se levantam contra ti; Envias a tua ira, que os devora como restolho.
8 Ao assopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, Pararam
as correntes como montão; Condensaram-se os abismos no meio
do mar. 9 Disse o inimigo: Perseguirei, alcançarei, repartirei
os despojos. Deles satisfar-se-á o meu desejo; Arrancarei
a minha espada, a minha mão os destruirá. 10 Sopraste
com o teu vento, o mar os cobriu; Afundaram-se como chumbo nas grandes
águas. 11 Quem entre os deuses é semelhante a ti,
Eterno? Quem é semelhante a ti, glorioso em santidade, Terrível
em louvores, operando maravilhas? 12 Estendeste a mão direita,
A terra os tragou. 13 Na tua misericórdia guiaste o povo
que remiste; Na tua força o conduziste à tua santa
habitação. 14 Os povos ouviram, eles estremeceram;
Dores apoderaram-se dos habitantes da Filistia. 15 Então
se pasmaram os príncipes de Edom; Dos poderosos de Moabe,
deles se apoderou um tremor; Derreteram-se todos os habitantes de
Canaã. 16 Sobre eles caiu medo e pavor; Pela grandeza do
teu braço quedaram imóveis como uma pedra, Até
que passasse o teu povo, Eterno, até que passasse o povo
que adquiriste. 17 Tu os introduzirás e os plantarás
no monte da tua herança, No lugar, ó Eterno, que preparaste
para a tua habitação; No santuário, Adonai,
que as tuas mãos estabeleceram. 18 O Eterno reinará
eterna e perpetuamente. 19 Porque os cavalos de Faraó com
os seus carros e com os seus cavaleiros entraram no mar, e o Eterno
fez voltar sobre eles as águas do mar; porém os filhos
de Israel caminhavam a pé enxuto no meio do mar. 20 A profetisa
Miriã, irmã de Arão, tomou um adufe na sua
mão; e todas as mulheres saíram atrás dela
com adufes e com danças. 21 Miriã respondia-lhes:
Cantai ao Eterno, porque gloriosamente triunfou, Precipitou no mar
o cavalo e o seu cavaleiro. 22 Moisés fez partir a Israel
do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam
três dias no deserto e não acharam água. 23
Quando chegaram a Mara, não podiam beber as águas
de Mara, porque eram amargas; por isso chamou ao lugar Mara. 24
Murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?
25 Então clamou Moisés ao Eterno; e o Eterno mostrou-lhe
uma árvore; Moisés lançou-a nas águas,
e as águas tornaram-se doces. Ali deu-lhes um estatuto e
uma ordenança, ali os provou, 26 e disse: Se ouvires atentamente
a voz do Eterno teu Elohim, e fizeres o que é reto aos seus
olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos e guardares
todos os seus estatutos, não enviarei sobre ti nenhuma das
enfermidades que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o
Eterno que te sara. 27 Vieram a Elim, onde havia doze fontes de
água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.
16:1 Partiram de Elim, e veio
toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto
de Sim, que está entre Elim e Sinai, no décimo quinto
dia do segundo mês depois que saíram do Egito. 2 Toda
a congregação dos filhos de Israel murmurou contra
Moisés e Arão no deserto; 3 Disseram-lhes os filhos
de Israel: Oxalá que tivéssemos morrido pela mão
do Eterno na terra do Egito, quando estávamos sentados junto
às panelas de carne, quando comíamos pão a
fartar! pois nos trouxestes a este deserto, para matardes à
fome a toda esta multidão. 4 Disse o Eterno a Moisés:
Eis que vou chover do céu pão para vós; sairá
o povo e colherá diariamente a porção de cada
dia, para que eu o prove se anda na minha lei ou não. 5 Mas
ao sexto dia prepararão o que trazem, e será dois
tantos do que colhem cada dia. 6 Disseram Moisés e Arão
a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que o Eterno
é quem vos tirou da terra do Egito. 7 Pela manhã vereis
a glória do Eterno; porquanto ele ouve as vossas murmurações
contra o Eterno. Porém que somos nós, para que murmureis
contra nós? 8 Prosseguiu Moisés: Isso será,
quando o Eterno à tarde vos der carne para comerdes, e pela
manhã pão a fartar; porquanto o Eterno ouve as vossas
murmurações com que murmurais contra ele; pois que
somos nós? as vossas murmurações não
são contra nós, mas sim contra o Eterno. 9 Disse Moisés
a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos
de Israel: Chegai-vos à presença do Eterno; pois ouviu
as vossas murmurações. 10 Quando Arão falava
a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam
para o deserto, e eis que a glória do Eterno apareceu na
nuvem. 11 E disse o Eterno a Moisés: 12 Tenho ouvido as murmurações
dos filhos de Israel; dize-lhes: À tarde comereis carne,
e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que
eu sou o Eterno vosso Elohim. 13 Aconteceu que à tarde subiram
codornizes e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada
de orvalho ao redor do arraial. 14 Quando se evaporou a camada de
orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma
coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra.
15 Tendo-a visto os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que
é isto? pois não sabiam o que era. Então lhes
disse Moisés: Este é o pão que o Eterno vos
deu para comerdes. 16 Eis o que o Eterno ordenou: Colhei dele, cada
um quanto possa comer; tomareis um hômer por cabeça,
conforme o número de vossas pessoas, cada um para os que
se acham na sua tenda. 17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e
colheram uns mais e outros menos. 18 Quando o mediram num hômer,
nada sobejava ao que colheu muito, nem faltava ao que colheu pouco;
colheram cada um quanto podia comer. 19 Disse-lhes Moisés:
Ninguém deixe dele até pela manhã. 20 Contudo
não deram ouvidos a Moisés; mas alguns deixaram dele
até pela manhã, e criou bichos e cheirou mal. Moisés
indignou-se contra eles. 21 Colhiam-no, pois, todas as manhãs,
cada um quanto podia comer; e, quando vinha o calor do sol, derretia-se.
22 Ao sexto dia colheram pão em dobro, dois hômeres
para cada um; vieram todos os principais da congregação
e contaram-no a Moisés. 23 Respondeu-lhes ele: Isto é
o que o Eterno ordenou; amanhã é descanso, sábado
santo ao Eterno. O que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que
quiserdes cozer em água, cozei-o; e tudo o que sobejar, ponde-o
de lado para vós; guardando-o até pela manhã.
24 Guardaram-no até pela manhã, como Moisés
ordenara; e não cheirou mal nem se acharam bichos nele. 25
Então disse Moisés: Comei-o hoje; pois hoje é
o sábado do Eterno; hoje não o achareis no campo.
26 Seis dias o colhereis; mas o sétimo dia é o sábado,
nele não haverá. 27 Ao sétimo dia saíram
alguns do povo para o colher, porém não o acharam.
28 Disse o Eterno a Moisés: Até quando recusareis
guardar os meus mandamentos e as minhas leis? 29 Vede, porquanto
o Eterno vos deu o sábado, por isso vos dá ele no
sexto dia o pão para dois dias; fique cada um onde está,
não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia.
30 Assim descansou o povo no sétimo dia. 31 A casa de Israel
deu-lhe o nome de maná; era como semente de coentro, branca,
e de um sabor semelhante ao de pastas feitas com mel. 32 Disse Moisés:
Eis o que o Eterno ordenou: Dele enchei um hômer, e guarda-se
para as vossas gerações; para que vejam o pão
com que vos sustentei no deserto, quando vos tirei da terra do Egito.
33 Então disse Moisés a Arão: Toma um vaso,
põe nele um hômer cheio de maná e deposita-o
diante do Eterno, a fim de se guardar para as vossas gerações.
34 Como o Eterno ordenou a Moisés, assim Arão o depositou
diante do Testemunho para se guardar. 35 Os filhos de Israel comeram
o maná quarenta anos até que chegaram a uma terra
habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos
da terra de Canaã. 36 Ora um hômer é a décima
parte da efa.
17:1 Tendo partido toda a congregação
dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo
o mandamento do Eterno, acamparam em Refidim; não havia ali
água para o povo beber. 2 Contendeu, pois, o povo com Moisés
e disse: Dá-nos água para bebermos. Respondeu-lhes
Moisés: Por que contendeis comigo? porque tentais ao Eterno?
3 Ali o povo teve sede de água, e murmurou o povo contra
Moisés, dizendo: Por que nos fizeste sair do Egito, para
nos matares de sede a nós, a nossos filhos e ao nosso gado?
4 Clamou Moisés ao Eterno: Que farei a este povo? por pouco
me não apedreja. 5 Respondeu o Eterno a Moisés: Vai-te
adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel;
toma na mão a tua vara com que feriste o rio, e vai-te. 6
Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás
a rocha, e dela sairá água, para que beba o povo.
Assim fez Moisés à vista dos anciãos de Israel.
7 Chamou ao lugar Massá e Meribá, por causa da contenda
dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Eterno, dizendo: Está
o Eterno no meio de nós ou não? 8 Então veio
Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim. 9 Disse Moisés
a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque;
amanhã estarei eu no cume do outeiro, tendo na mão
a vara de Elohim. 10 Assim fez Josué como Moisés lhe
dissera, e pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão
e Hur subiram ao cume do outeiro. 11 Quando Moisés levantava
a mão, prevalecia Israel; mas, quando ele abaixava a mão,
prevalecia Amaleque. 12 Porém as mãos de Moisés
eram pesadas; tomando, pois, uma pedra, puseram-na por baixo dele,
e nela se assentou. Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos,
estando um de um lado e o outro do outro; assim ficaram firmes as
mão s até o pôr-do-sol. 13 Josué desbaratou
a Amaleque e a seu povo ao fio da espada. 14 Então disse
o Eterno a Moisés: Escreve isto para memorial num livro,
e faze-o ouvir a Josué; porque eu hei de extinguir totalmente
a memória de Amaleque de debaixo do céu. 15 Moisés
edificou um altar, e pôs-lhe este nome, Adonai-Nissi (o Eterno
é minha Bandeira); 16 e disse: o Eterno jurou isto: fará
guerra contra Amaleque de geração em geração.”
Haftarah
Juízes 4:4-5:31 “4
Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele
tempo. 5 Ela se assentava debaixo da palmeira de Débora entre
Ramá e Betel na região montanhosa de Efraim; e os
filhos de Israel subiam a ter com ela a juízo. 6 Esta mandou
chamar a Baraque, filho de Abinoão, de Quedes-Naftali, e
lhe disse: Não te ordena o Eterno, Elohim de Israel: Vai,
e marcha para o monte Tabor, e leva contigo dez mil homens dos filhos
de Naftali e dos filhos de Zebulom? 7 Atrairei a ti ao rio Quisom
Sísera, general das hostes de Jabim, juntamente com os seus
carros e com as suas tropas, e to entregarei nas mãos. 8
Disse-lhe Baraque: Se vieres comigo, irei; mas, se não vieres
comigo, não irei. 9 Respondeu ela: Certamente irei contigo.
Contudo não será tua a glória na expedição
em que vais; porque o Eterno entregará a Sísera nas
mãos duma mulher. Levantou-se Débora e foi com Baraque
a Quedes. 10 Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes; subiram
dez mil homens após ele; também Débora subiu
com ele. 11 Ora Héber, queneu, se tinha separado dos queneus,
a saber, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés, e tinha armado
as suas tendas até chegar ao terebinto em Zaanim, que está
junto a Quedes. 12 Anunciaram a Sísera que Baraque, filho
de Abinoão, tinha subido ao monte Tabor. 13 Sísera
ajuntou todos os seus carros, novecentos carros de ferro, e todo
o povo que estava com ele, desde Harosete dos Gentios até
o rio Quisom. 14 Disse Débora a Baraque: Levanta-te, porque
este é o dia em que o Eterno entregou nas tuas mãos
a Sísera: não saiu o Eterno diante de ti? Desceu Baraque
do monte Tabor e dez mil homens após ele. 15 Diante de Baraque
o Eterno desbaratou ao fio da espada a Sísera com todos os
seus carros e todas as suas hostes; Sísera desceu do seu
carro e fugiu a pé. 16 Mas Baraque perseguiu os carros e
as hostes até Harosete dos Gentios. Todas as hostes de Sísera
caíram ao fio da espada; não escapou nem sequer um
só homem. 17 Entretanto Sísera fugiu a pé à
tenda da Jael, mulher de Héber, queneu, porque havia paz
entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Héber, queneu. 18
Saindo Jael ao encontro de Sísera, disse-lhe: Entra, o Eterno
meu, entra na minha tenda; não temas. Sísera entrou-lhe
na tenda, e ela o cobriu com uma coberta. 19 Ele lhe disse: Dá-me
de beber um pouco de água, porque estou com sede. Ela abriu
um odre de leite, e lhe deu a beber, e o cobriu. 20 Ele lhe disse
mais: Põe-te à porta da tenda, e quando alguém
vier e te perguntar: Está aqui alguém? responderás:
Não. 21 Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da
tenda e, levando um martelo na mão, chegou-se a ele mansamente,
e cravou-lhe a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra;
pois estava num profundo sono e mui exausto. Assim morreu. 22 Eis
que, seguindo Baraque a Sísera, saiu-lhe Jael ao encontro,
e disse-lhe: Vem, e mostrar-te-ei o homem a quem procuras. Entrou-lhe
na tenda; e eis que Sísera jazia morto, e o prego estava
encerrado na sua fonte. 23 Naquele dia humilhou Elohim a Jabim,
rei de Canaã, diante dos filhos de Israel. 24 A mão
dos filhos de Israel prevalecia cada vez mais contra Jabim, rei
de Canaã, até que de todo o destruíram.
5:1 Cantaram naquele dia Débora,
e Baraque, filho de Abinoão, dizendo: 2 Por iniciarem o movimento
os capitães em Israel, Por se oferecer voluntariamente o
povo, Bendizei ao Eterno. 3 Ouvi, reis, dai ouvidos, potentados:
Eu mesma, eu da minha parte cantarei ao Eterno, Entoarei hinos a
o Eterno, Elohim de Israel, 4 Ó Eterno, quando saías
de Seir, quando marchavas da região de Edom, tremeu a terra,
gotejaram os céus, Também as nuvens gotejaram águas.
5 Os montes se derreteram na presença do Eterno, Até
o Sinai, na presença do Eterno, Elohim de Israel. 6 Nos dias
de Sangar, filho de Anate, Nos dias de Jael cessavam as caravanas,
E andavam os viajantes por atalhos desviados. 7 Cessaram as aldeias
em Israel, cessaram, Até que eu, Débora, me levantei,
Até que eu me levantei por mãe em Israel. 8 Escolheram
novos deuses Então estava a guerra nas portas: Viu-se, porventura,
escudo ou lança Entre quarenta mil em Israel? 9 O meu coração
inclina-se para os comandantes de Israel, Que se ofereceram voluntariamente
entre o povo: Bendizei ao Eterno. 10 Contai isso, vós os
que cavalgais sobre jumentas brancas, Os que vos assentais sobre
ricos tapetes, E os que andais pelo caminho. 11 Longe do estrondo
dos flecheiros, nos lugares em que se tira água, Ali falarão
da justiça do Eterno, Das suas justiças para com as
suas aldeias de Israel. Desceu o povo do Eterno às portas.
12 Desperta, desperta, Débora: Desperta, desperta, entoa
um cântico. Levanta-te, Baraque, e leva presos os teus cativos,
ó filho de Abinoão. 13 Desceu o restante dos nobres
e o povo, Desceu o Eterno por mim contra os poderosos. 14 De Efraim
... a sua raiz em Amaleque; Após de ti, Benjamim ..., entre
os teus povos. De Maquir desceram os comandantes, E de Zebulom os
que levam o báculo de inspetores de tropas. 15 Os príncipes
de Issacar estavam com Débora; E Issacar ... assim Baraque.
Ao vale precipitaram-se em suas pegadas, Entre as facções
de Rúben havia grandes discussões. 16 Porque te sentaste
junto às lareiras, Para ouvires os que apitam chamando os
rebanhos? Entre as facções de Rúben havia grandes
discussões. 17 Gileade ficou da banda dalém do Jordão.
Dã, porque vive ele na vizinhança dos navios? Aser
habitou na costa do Grande Mar, E deixou-se estar junto aos portos.
18 Zebulom é um povo que temerariamente se expôs à
morte, Como também Naftali, nas alturas do campo. 19 Vieram
os reis e pelejaram; Os reis de Canaã pelejaram então,
Em Taanaque junto às águas de Megido: Lucro de dinheiro
não levaram. 20 Desde os céus pelejaram, Desde as
suas órbitas pelejaram as estrelas contra Sísera.
21 Arrastou-os a torrente de Quisom, A antiga torrente, a torrente
de Quisom. Ó minha alma, calcaste aos pés a força.
22 Então feriram a terra as unhas dos cavalos No galope desenfreado
dos seus ginetes. 23 Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do Eterno,
Amaldiçoai amargamente aos seus habitantes, Porque não
vieram ao socorro do Eterno, Ao socorro do Eterno, como homens de
valor. 24 Bendita mais que todas as mulheres será Jael, Mulher
de Héber, o queneu, Bendita será mais que as mulheres
nômades. 25 Água pediu ele, leite lhe deu ela; Numa
taça de príncipes ofereceu-lhe coalhada. 26 Estendeu
a mão à estaca, E a mão direita ao martelo
dos trabalhadores; Feriu a Sísera, rachou-lhe a cabeça,
Furou, e traspassou-lhe as fontes. 27 Aos pés dela se encurvou,
caiu, ficou estirado; Aos pés dela se encurvou, caiu; Onde
se encurvou, ali caiu morto. 28 Olhava pela janela a mãe
de Sísera, E exclamava através da grade: Por que tarda
em vir o seu carro? Por que se demoram os passos das suas carruagens?
29 As mais sábias das suas damas lhe respondem, E ela mesma
responde a si própria: 30 Não estão, porventura,
achando, repartindo os despojos? A cada homem uma, ou mais donzelas;
Para Sísera despojos de estofos tintos, Despojos de estofos
tintos bordados, Um, ou mais destes bordados como despojo para os
pescoços…? 31 Assim perecerão, ó Eterno,
todos os teus inimigos; Porém os que o amam serão
como quando o sol se levanta na sua força. Teve a terra descanso
por quarenta anos.”
Brit Hadashah
Apocalipse 19:1-20:6 “1
Depois disto ouvi no céu uma como grande voz de uma imensa
multidão dizendo: Aleluia: a salvação, e a
glória, e o poder pertencem ao Eterno, 2 porque verdadeiros
e justos são os seus juízos; pois ele condenou a grande
prostituta que corrompia a terra com a sua fornicação,
e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. 3 Outra
vez disseram: Aleluia. O fumo dela sobe pelos séculos dos
séculos. 4 Então os vinte e quatro anciãos
e as quatro criaturas viventes prostraram-se e adoraram ao Eterno
que está sentado sobre o trono, dizendo: Amém: Aleluia.
5 Saiu do trono uma voz, dizendo: Dai louvores a nosso Elohim, todos
vós os seus servos, e os que o temeis, pequenos e grandes.
6 Ouvi uma voz como a voz de uma grande multidão, e como
a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões,
dizendo: Aleluia: porque o Eterno nosso Elohim, o Todo-poderoso,
reina. 7 Alegremo-nos e exultemos, e demos-lhe a glória,
porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e sua esposa já
se preparou, 8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho finíssimo,
resplandecente e puro. Pois o linho finíssimo são
os atos da justiça dos santos. 9 Disse-me ele: Escreve: Bem-aventurados
os que têm sido chamados à ceia das bodas do Cordeiro.
Disse-me ainda: Estas são verdadeiras palavras do . 10 Então
prostrei-me ante os seus pés para o adorar. Ele me disse:
Vê não faças tal; sou servo contigo e com teus
irmãos que guardam o testemunho de Yeshua; adora a o Eterno.
Pois o testemunho de Yeshua é o espírito da profecia.
11 Vi o céu aberto, e um cavalo branco; o que estava montado
sobre ele chamava-se Fiel e Verdadeiro, e com justiça julga
e peleja. 12 Os seus olhos eram chama de fogo, e na sua cabeça
estavam muitos diademas; tinha um nome escrito que ninguém
sabe senão ele mesmo. 13 Vestia uma capa imersa no sangue,
e o seu nome se chama o Verbo de Elohim. 14 Os exércitos
que estão no céu, seguiam-no montados em cavalos brancos,
e vestidos de linho finíssimo, branco e puro. 15 Da sua boca
saía uma espada afiada para com ela ferir as nações;
ele as regerá com uma vara de ferro, e ele é o que
pisa o lagar do vinho do furor da ira do Eterno Todo-poderoso. 16
Ele traz sobre a sua capa e sobre a sua coxa este nome escrito:
REI DOS REIS, E SENHOR DOS SENHORES. 17 Vi um anjo em pé
no sol. Ele clamou em alta voz a todos os pássaros que voam
pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia do
Eterno, 18 para comerdes carnes de reis, e carnes de quiliarcas,
e carnes de poderosos, e carnes de cavalos, e dos que estão
montados sobre eles, e carnes de todos os homens, livres e escravos,
pequenos e grandes. 19 Vi a besta e os reis da terra e os seus exércitos
reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado sobre
o cavalo, e ao seu exército. 20 A besta foi presa e com ela
o falso profeta que fez os milagres diante dela, com os quais seduziu
aos que receberam a marca da besta e que adoraram a sua imagem;
estes dois foram lançados vivos no lago do fogo, que arde
com enxofre. 21 Os outros foram mortos pela espada que saía
da boca daquele que estava montado sobre o cavalo; e todas as aves
se fartaram das carnes deles.
20:1 Vi um anjo descendo do céu,
tendo a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. 2 Ele
se apoderou do dragão, da antiga serpente, isto é,
do Diabo e Satanás, 3 e o amarrou por mil anos, e o lançou
no abismo, do qual fechou a porta e a selou sobre ele, para que
ele não enganasse mais as nações até
que fossem cumpridos os mil anos; e depois disto cumpre que ele
seja solto por um pouco de tempo. 4 Vi também tronos, e se
assentaram sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar. Vi as
almas daqueles que tinham sido decapitados por amor do testemunho
de Yeshua e da palavra do Eterno, e os que não adoraram a
besta nem a sua imagem, e que não receberam a marca na testa
nem na mão; eles viveram e reinaram com o Machiach mil anos.
5 Os outros mortos não viveram até que fossem cumpridos
os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo é o que tem parte na primeira ressurreição;
sobre estes a segunda morte não tem poder, mas serão
sacerdotes do Eterno e do Machiach, e reinarão com ele durante
os mil anos.”
Salmo
Salmos 66:1-20 “1 Aclamai
a Elohim todas as terras. Cantai a glória do seu nome, 2
Rendei-lhe glória em cântico de louvor. 3 Dizei a Elohim:
Quão terríveis são as tuas obras! Pela grandeza
da tua força se submeterão a ti os teus inimigos.
4 Toda a terra te adorará, E te cantará louvores;
Eles cantarão o teu nome. (Selá) 5 Vinde e vede as
obras de Elohim; Terrível é ele nos seus feitos para
com os filhos dos homens. 6 Converteu o mar em terra seca; Passaram
a pé através do rio; Ali nos regozijamos nele. 7 Ele
impera pelo seu poder para sempre; Os seus olhos estão de
vigia sobre as nações; Não se exaltem os rebeldes.
(Selá) 8 Bendizei, ó povos, a nosso Elohim; E fazei
que se ouça a voz do seu louvor; 9 O qual preserva em vida
a nossa alma, E não permite que vacile o nosso pé.
10 Pois tu, ó Elohim, nos tens posto à prova; Tens
nos afinado, como se afina a prata. 11 Fizeste-nos entrar no laço
do caçador; Pesada carga puseste sobre as nossas costas.
12 Fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças;
Passamos pelo fogo e pela água, Mas nos trouxeste para a
abundância. 13 Entrarei na tua casa com holocaustos, Pagar-te-ei
os meus votos, 14 Os quais os meus lábios proferiram, E a
minha boca prometeu, quando eu estava na angústia. 15 Oferecer-te-ei
holocaustos de reses gordas, Com incenso de carneiros; Oferecerei
novilhos com cabritos. (Selá) 16 Vinde, ouvi, vós
todos os que temeis a Elohim, E declararei o que tem feito por minha
alma. 17 A ele clamei com a minha boca, E exaltei com a minha língua.
18 Se eu atender à iniqüidade no meu coração:
Adonai não ouvirá. 19 Mas na verdade Elohim tem ouvido,
Tem atendido à voz da minha oração. 20 Bendito
seja Elohim, Que não rejeitou a minha oração,
Nem de mim apartou a sua benignidade.”
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