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LEITURA DAS PORÇÕES

16ª Porção - Beshalach

Parashah: Ex 13:17 à 17:16
Haftarah: Jz 4:14 à 5:31
Brit Hadashah: Ap 19:1 à 20:6
Salmo: 66
Havdalah: 19:56h

Parashah

Êxodo 13:17-17:16 “17 Tendo Faraó deixado ir o povo, não os conduziu Elohim pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse perto; pois disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito. 18 Porém Elohim fez rodear o povo pelo caminho do deserto, pelo mar Vermelho: e os filhos de Israel saíram arregimentados da terra do Egito. 19 Levou também Moisés consigo os ossos de José, por ter este rigorosamente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Sem dúvida Elohim vos há de visitar; levai daqui convosco os meus ossos. 20 Tendo partido de Sucote, acamparam-se em Etã, à beira do deserto. 21 O Eterno ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar; a fim de que caminhassem de dia e de noite. 22 Nunca a coluna de nuvem deixou de aparecer diante do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.

14:1 Disse o Eterno a Moisés: 2 Fala aos filhos de Israel que retrocedam e se acampem em frente de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; defronte dele assentareis o campo junto ao mar. 3 Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou. 4 Endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército; e os egípcios saberão que eu sou o Eterno. Eles assim o fizeram. 5 Foi dito ao rei dos egípcios que o povo havia fugido; mudou-se o coração de Faraó e dos seus servos para com o povo, e disseram: Que é isto que fizemos, permitindo que Israel nos deixasse de servir? 6 Faraó mandou aprontar o seu carro, e tomou consigo o seu povo; 7 também tomou seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito com capitães sobre todos eles. 8 O Eterno endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saíram afoitamente. 9 Perseguiam-nos os egípcios, a saber, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, defronte de Baal-Zefom. 10 Quando Faraó se chegou perto, levantaram os olhos os filhos de Israel, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; os filhos de Israel tiveram muito medo, e clamaram ao Eterno. 11 Disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que nos tiraste para morrermos no deserto? por que motivo nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? 12 Não é isto mesmo o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, para que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. 13 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, estai quietos e vede o livramento que o Eterno vos há de dar hoje; porque os egípcios que vedes hoje, nunca jamais os tornareis a ver. 14 O Eterno pelejará por vós, e vós vos calareis. 15 Disse o Eterno a Moisés: Por que clamas a mim? fala aos filhos de Israel que marchem. 16 E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem pelo meio do mar em seco. 17 Eis que eu hei de endurecer os corações dos egípcios, e entrarão atrás deles; glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros. 18 Os egípcios saberão que eu sou o Eterno, quando me tiver glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros. 19 Então o anjo de Elohim, que ia adiante do campo de Israel, se retirou e ia atrás deles; a coluna de nuvem retirou-se de diante deles, e pôs-se atrás deles, 20 e veio entre o campo do Egito e o campo de Israel. Havia a nuvem e as trevas, contudo brilhava de noite. Toda a noite não se aproximou um do outro. 21 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Eterno fez retirar-se o mar por um forte vento oriental toda a noite, e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas. 22 Os filhos de Israel entraram no meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como um muro à direita e à esquerda. 23 Os egípcios perseguiram e entraram atrás deles no meio do mar, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros. 24 Na vigília da manhã olhou o Eterno para o exército dos egípcios por entre a coluna de fogo e de nuvem e alvorotou o exército dos egípcios. 25 Tirou-lhes as rodas dos carros, e fe-los andar dificultosamente; de modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque o Eterno está pelejando por eles contra os egípcios. 26 Disse o Eterno a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que se voltem as águas sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros. 27 Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, voltou à sua força; os egípcios fugiram de encontro a ele, e o Eterno derribou os egípcios no meio do mar. 28 As águas voltaram a cobrir os carros e os cavaleiros, sim todo o exército de Faraó, que atrás deles entrou no mar; deles não ficou nem sequer um. 29 Porém os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto no meio do mar; e as águas foram-lhes como um muro à direita e à esquerda. 30 Assim o Eterno salvou a Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. 31 Viu Israel o grande poder que o Eterno exercitou contra os egípcios, e o povo temeu ao Eterno; creram no Eterno e em seu servo Moisés.

15:1 Então cantou Moisés, e os filhos de Israel, este cântico ao Eterno, e disseram: Cantarei ao Eterno, porque gloriosamente triunfou; Precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. 2 O Eterno é a minha força e o meu cântico, E ele se tem tornado a minha salvação. Este é o meu Elohim, e louvá-lo-ei; Ele é o Elohim de meu pai, e exaltá-lo-ei. 3 O Eterno é homem de guerra; o Eterno é o seu nome. 4 Precipitou no mar os carros de Faraó e o seu exército; E os seus capitães foram submergidos no mar Vermelho. 5 Os abismos os cobriram; Desceram às profundidades como uma pedra. 6 A tua destra, Eterno, é gloriosa em poder, A tua destra, Eterno, destroça o inimigo. 7 Na grandeza da tua excelência derribas aos que se levantam contra ti; Envias a tua ira, que os devora como restolho. 8 Ao assopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, Pararam as correntes como montão; Condensaram-se os abismos no meio do mar. 9 Disse o inimigo: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos. Deles satisfar-se-á o meu desejo; Arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. 10 Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; Afundaram-se como chumbo nas grandes águas. 11 Quem entre os deuses é semelhante a ti, Eterno? Quem é semelhante a ti, glorioso em santidade, Terrível em louvores, operando maravilhas? 12 Estendeste a mão direita, A terra os tragou. 13 Na tua misericórdia guiaste o povo que remiste; Na tua força o conduziste à tua santa habitação. 14 Os povos ouviram, eles estremeceram; Dores apoderaram-se dos habitantes da Filistia. 15 Então se pasmaram os príncipes de Edom; Dos poderosos de Moabe, deles se apoderou um tremor; Derreteram-se todos os habitantes de Canaã. 16 Sobre eles caiu medo e pavor; Pela grandeza do teu braço quedaram imóveis como uma pedra, Até que passasse o teu povo, Eterno, até que passasse o povo que adquiriste. 17 Tu os introduzirás e os plantarás no monte da tua herança, No lugar, ó Eterno, que preparaste para a tua habitação; No santuário, Adonai, que as tuas mãos estabeleceram. 18 O Eterno reinará eterna e perpetuamente. 19 Porque os cavalos de Faraó com os seus carros e com os seus cavaleiros entraram no mar, e o Eterno fez voltar sobre eles as águas do mar; porém os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto no meio do mar. 20 A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um adufe na sua mão; e todas as mulheres saíram atrás dela com adufes e com danças. 21 Miriã respondia-lhes: Cantai ao Eterno, porque gloriosamente triunfou, Precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. 22 Moisés fez partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água. 23 Quando chegaram a Mara, não podiam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou ao lugar Mara. 24 Murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25 Então clamou Moisés ao Eterno; e o Eterno mostrou-lhe uma árvore; Moisés lançou-a nas águas, e as águas tornaram-se doces. Ali deu-lhes um estatuto e uma ordenança, ali os provou, 26 e disse: Se ouvires atentamente a voz do Eterno teu Elohim, e fizeres o que é reto aos seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos e guardares todos os seus estatutos, não enviarei sobre ti nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Eterno que te sara. 27 Vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.

16:1 Partiram de Elim, e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês depois que saíram do Egito. 2 Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto; 3 Disseram-lhes os filhos de Israel: Oxalá que tivéssemos morrido pela mão do Eterno na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão a fartar! pois nos trouxestes a este deserto, para matardes à fome a toda esta multidão. 4 Disse o Eterno a Moisés: Eis que vou chover do céu pão para vós; sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia, para que eu o prove se anda na minha lei ou não. 5 Mas ao sexto dia prepararão o que trazem, e será dois tantos do que colhem cada dia. 6 Disseram Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que o Eterno é quem vos tirou da terra do Egito. 7 Pela manhã vereis a glória do Eterno; porquanto ele ouve as vossas murmurações contra o Eterno. Porém que somos nós, para que murmureis contra nós? 8 Prosseguiu Moisés: Isso será, quando o Eterno à tarde vos der carne para comerdes, e pela manhã pão a fartar; porquanto o Eterno ouve as vossas murmurações com que murmurais contra ele; pois que somos nós? as vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra o Eterno. 9 Disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do Eterno; pois ouviu as vossas murmurações. 10 Quando Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória do Eterno apareceu na nuvem. 11 E disse o Eterno a Moisés: 12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: À tarde comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Eterno vosso Elohim. 13 Aconteceu que à tarde subiram codornizes e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial. 14 Quando se evaporou a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra. 15 Tendo-a visto os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? pois não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Eterno vos deu para comerdes. 16 Eis o que o Eterno ordenou: Colhei dele, cada um quanto possa comer; tomareis um hômer por cabeça, conforme o número de vossas pessoas, cada um para os que se acham na sua tenda. 17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos. 18 Quando o mediram num hômer, nada sobejava ao que colheu muito, nem faltava ao que colheu pouco; colheram cada um quanto podia comer. 19 Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele até pela manhã. 20 Contudo não deram ouvidos a Moisés; mas alguns deixaram dele até pela manhã, e criou bichos e cheirou mal. Moisés indignou-se contra eles. 21 Colhiam-no, pois, todas as manhãs, cada um quanto podia comer; e, quando vinha o calor do sol, derretia-se. 22 Ao sexto dia colheram pão em dobro, dois hômeres para cada um; vieram todos os principais da congregação e contaram-no a Moisés. 23 Respondeu-lhes ele: Isto é o que o Eterno ordenou; amanhã é descanso, sábado santo ao Eterno. O que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vós; guardando-o até pela manhã. 24 Guardaram-no até pela manhã, como Moisés ordenara; e não cheirou mal nem se acharam bichos nele. 25 Então disse Moisés: Comei-o hoje; pois hoje é o sábado do Eterno; hoje não o achareis no campo. 26 Seis dias o colhereis; mas o sétimo dia é o sábado, nele não haverá. 27 Ao sétimo dia saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. 28 Disse o Eterno a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? 29 Vede, porquanto o Eterno vos deu o sábado, por isso vos dá ele no sexto dia o pão para dois dias; fique cada um onde está, não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia. 30 Assim descansou o povo no sétimo dia. 31 A casa de Israel deu-lhe o nome de maná; era como semente de coentro, branca, e de um sabor semelhante ao de pastas feitas com mel. 32 Disse Moisés: Eis o que o Eterno ordenou: Dele enchei um hômer, e guarda-se para as vossas gerações; para que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, quando vos tirei da terra do Egito. 33 Então disse Moisés a Arão: Toma um vaso, põe nele um hômer cheio de maná e deposita-o diante do Eterno, a fim de se guardar para as vossas gerações. 34 Como o Eterno ordenou a Moisés, assim Arão o depositou diante do Testemunho para se guardar. 35 Os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos até que chegaram a uma terra habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã. 36 Ora um hômer é a décima parte da efa.

17:1 Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Eterno, acamparam em Refidim; não havia ali água para o povo beber. 2 Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para bebermos. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? porque tentais ao Eterno? 3 Ali o povo teve sede de água, e murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Por que nos fizeste sair do Egito, para nos matares de sede a nós, a nossos filhos e ao nosso gado? 4 Clamou Moisés ao Eterno: Que farei a este povo? por pouco me não apedreja. 5 Respondeu o Eterno a Moisés: Vai-te adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara com que feriste o rio, e vai-te. 6 Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, para que beba o povo. Assim fez Moisés à vista dos anciãos de Israel. 7 Chamou ao lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Eterno, dizendo: Está o Eterno no meio de nós ou não? 8 Então veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim. 9 Disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã estarei eu no cume do outeiro, tendo na mão a vara de Elohim. 10 Assim fez Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro. 11 Quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas, quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. 12 Porém as mãos de Moisés eram pesadas; tomando, pois, uma pedra, puseram-na por baixo dele, e nela se assentou. Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, estando um de um lado e o outro do outro; assim ficaram firmes as mão s até o pôr-do-sol. 13 Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo ao fio da espada. 14 Então disse o Eterno a Moisés: Escreve isto para memorial num livro, e faze-o ouvir a Josué; porque eu hei de extinguir totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu. 15 Moisés edificou um altar, e pôs-lhe este nome, Adonai-Nissi (o Eterno é minha Bandeira); 16 e disse: o Eterno jurou isto: fará guerra contra Amaleque de geração em geração.”

 

Haftarah

Juízes 4:4-5:31 “4 Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. 5 Ela se assentava debaixo da palmeira de Débora entre Ramá e Betel na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ter com ela a juízo. 6 Esta mandou chamar a Baraque, filho de Abinoão, de Quedes-Naftali, e lhe disse: Não te ordena o Eterno, Elohim de Israel: Vai, e marcha para o monte Tabor, e leva contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? 7 Atrairei a ti ao rio Quisom Sísera, general das hostes de Jabim, juntamente com os seus carros e com as suas tropas, e to entregarei nas mãos. 8 Disse-lhe Baraque: Se vieres comigo, irei; mas, se não vieres comigo, não irei. 9 Respondeu ela: Certamente irei contigo. Contudo não será tua a glória na expedição em que vais; porque o Eterno entregará a Sísera nas mãos duma mulher. Levantou-se Débora e foi com Baraque a Quedes. 10 Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes; subiram dez mil homens após ele; também Débora subiu com ele. 11 Ora Héber, queneu, se tinha separado dos queneus, a saber, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés, e tinha armado as suas tendas até chegar ao terebinto em Zaanim, que está junto a Quedes. 12 Anunciaram a Sísera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido ao monte Tabor. 13 Sísera ajuntou todos os seus carros, novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele, desde Harosete dos Gentios até o rio Quisom. 14 Disse Débora a Baraque: Levanta-te, porque este é o dia em que o Eterno entregou nas tuas mãos a Sísera: não saiu o Eterno diante de ti? Desceu Baraque do monte Tabor e dez mil homens após ele. 15 Diante de Baraque o Eterno desbaratou ao fio da espada a Sísera com todos os seus carros e todas as suas hostes; Sísera desceu do seu carro e fugiu a pé. 16 Mas Baraque perseguiu os carros e as hostes até Harosete dos Gentios. Todas as hostes de Sísera caíram ao fio da espada; não escapou nem sequer um só homem. 17 Entretanto Sísera fugiu a pé à tenda da Jael, mulher de Héber, queneu, porque havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Héber, queneu. 18 Saindo Jael ao encontro de Sísera, disse-lhe: Entra, o Eterno meu, entra na minha tenda; não temas. Sísera entrou-lhe na tenda, e ela o cobriu com uma coberta. 19 Ele lhe disse: Dá-me de beber um pouco de água, porque estou com sede. Ela abriu um odre de leite, e lhe deu a beber, e o cobriu. 20 Ele lhe disse mais: Põe-te à porta da tenda, e quando alguém vier e te perguntar: Está aqui alguém? responderás: Não. 21 Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda e, levando um martelo na mão, chegou-se a ele mansamente, e cravou-lhe a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra; pois estava num profundo sono e mui exausto. Assim morreu. 22 Eis que, seguindo Baraque a Sísera, saiu-lhe Jael ao encontro, e disse-lhe: Vem, e mostrar-te-ei o homem a quem procuras. Entrou-lhe na tenda; e eis que Sísera jazia morto, e o prego estava encerrado na sua fonte. 23 Naquele dia humilhou Elohim a Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel. 24 A mão dos filhos de Israel prevalecia cada vez mais contra Jabim, rei de Canaã, até que de todo o destruíram.

5:1 Cantaram naquele dia Débora, e Baraque, filho de Abinoão, dizendo: 2 Por iniciarem o movimento os capitães em Israel, Por se oferecer voluntariamente o povo, Bendizei ao Eterno. 3 Ouvi, reis, dai ouvidos, potentados: Eu mesma, eu da minha parte cantarei ao Eterno, Entoarei hinos a o Eterno, Elohim de Israel, 4 Ó Eterno, quando saías de Seir, quando marchavas da região de Edom, tremeu a terra, gotejaram os céus, Também as nuvens gotejaram águas. 5 Os montes se derreteram na presença do Eterno, Até o Sinai, na presença do Eterno, Elohim de Israel. 6 Nos dias de Sangar, filho de Anate, Nos dias de Jael cessavam as caravanas, E andavam os viajantes por atalhos desviados. 7 Cessaram as aldeias em Israel, cessaram, Até que eu, Débora, me levantei, Até que eu me levantei por mãe em Israel. 8 Escolheram novos deuses Então estava a guerra nas portas: Viu-se, porventura, escudo ou lança Entre quarenta mil em Israel? 9 O meu coração inclina-se para os comandantes de Israel, Que se ofereceram voluntariamente entre o povo: Bendizei ao Eterno. 10 Contai isso, vós os que cavalgais sobre jumentas brancas, Os que vos assentais sobre ricos tapetes, E os que andais pelo caminho. 11 Longe do estrondo dos flecheiros, nos lugares em que se tira água, Ali falarão da justiça do Eterno, Das suas justiças para com as suas aldeias de Israel. Desceu o povo do Eterno às portas. 12 Desperta, desperta, Débora: Desperta, desperta, entoa um cântico. Levanta-te, Baraque, e leva presos os teus cativos, ó filho de Abinoão. 13 Desceu o restante dos nobres e o povo, Desceu o Eterno por mim contra os poderosos. 14 De Efraim ... a sua raiz em Amaleque; Após de ti, Benjamim ..., entre os teus povos. De Maquir desceram os comandantes, E de Zebulom os que levam o báculo de inspetores de tropas. 15 Os príncipes de Issacar estavam com Débora; E Issacar ... assim Baraque. Ao vale precipitaram-se em suas pegadas, Entre as facções de Rúben havia grandes discussões. 16 Porque te sentaste junto às lareiras, Para ouvires os que apitam chamando os rebanhos? Entre as facções de Rúben havia grandes discussões. 17 Gileade ficou da banda dalém do Jordão. Dã, porque vive ele na vizinhança dos navios? Aser habitou na costa do Grande Mar, E deixou-se estar junto aos portos. 18 Zebulom é um povo que temerariamente se expôs à morte, Como também Naftali, nas alturas do campo. 19 Vieram os reis e pelejaram; Os reis de Canaã pelejaram então, Em Taanaque junto às águas de Megido: Lucro de dinheiro não levaram. 20 Desde os céus pelejaram, Desde as suas órbitas pelejaram as estrelas contra Sísera. 21 Arrastou-os a torrente de Quisom, A antiga torrente, a torrente de Quisom. Ó minha alma, calcaste aos pés a força. 22 Então feriram a terra as unhas dos cavalos No galope desenfreado dos seus ginetes. 23 Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do Eterno, Amaldiçoai amargamente aos seus habitantes, Porque não vieram ao socorro do Eterno, Ao socorro do Eterno, como homens de valor. 24 Bendita mais que todas as mulheres será Jael, Mulher de Héber, o queneu, Bendita será mais que as mulheres nômades. 25 Água pediu ele, leite lhe deu ela; Numa taça de príncipes ofereceu-lhe coalhada. 26 Estendeu a mão à estaca, E a mão direita ao martelo dos trabalhadores; Feriu a Sísera, rachou-lhe a cabeça, Furou, e traspassou-lhe as fontes. 27 Aos pés dela se encurvou, caiu, ficou estirado; Aos pés dela se encurvou, caiu; Onde se encurvou, ali caiu morto. 28 Olhava pela janela a mãe de Sísera, E exclamava através da grade: Por que tarda em vir o seu carro? Por que se demoram os passos das suas carruagens? 29 As mais sábias das suas damas lhe respondem, E ela mesma responde a si própria: 30 Não estão, porventura, achando, repartindo os despojos? A cada homem uma, ou mais donzelas; Para Sísera despojos de estofos tintos, Despojos de estofos tintos bordados, Um, ou mais destes bordados como despojo para os pescoços…? 31 Assim perecerão, ó Eterno, todos os teus inimigos; Porém os que o amam serão como quando o sol se levanta na sua força. Teve a terra descanso por quarenta anos.”

 

Brit Hadashah

Apocalipse 19:1-20:6 “1 Depois disto ouvi no céu uma como grande voz de uma imensa multidão dizendo: Aleluia: a salvação, e a glória, e o poder pertencem ao Eterno, 2 porque verdadeiros e justos são os seus juízos; pois ele condenou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua fornicação, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. 3 Outra vez disseram: Aleluia. O fumo dela sobe pelos séculos dos séculos. 4 Então os vinte e quatro anciãos e as quatro criaturas viventes prostraram-se e adoraram ao Eterno que está sentado sobre o trono, dizendo: Amém: Aleluia. 5 Saiu do trono uma voz, dizendo: Dai louvores a nosso Elohim, todos vós os seus servos, e os que o temeis, pequenos e grandes. 6 Ouvi uma voz como a voz de uma grande multidão, e como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, dizendo: Aleluia: porque o Eterno nosso Elohim, o Todo-poderoso, reina. 7 Alegremo-nos e exultemos, e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e sua esposa já se preparou, 8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Pois o linho finíssimo são os atos da justiça dos santos. 9 Disse-me ele: Escreve: Bem-aventurados os que têm sido chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são verdadeiras palavras do . 10 Então prostrei-me ante os seus pés para o adorar. Ele me disse: Vê não faças tal; sou servo contigo e com teus irmãos que guardam o testemunho de Yeshua; adora a o Eterno. Pois o testemunho de Yeshua é o espírito da profecia. 11 Vi o céu aberto, e um cavalo branco; o que estava montado sobre ele chamava-se Fiel e Verdadeiro, e com justiça julga e peleja. 12 Os seus olhos eram chama de fogo, e na sua cabeça estavam muitos diademas; tinha um nome escrito que ninguém sabe senão ele mesmo. 13 Vestia uma capa imersa no sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Elohim. 14 Os exércitos que estão no céu, seguiam-no montados em cavalos brancos, e vestidos de linho finíssimo, branco e puro. 15 Da sua boca saía uma espada afiada para com ela ferir as nações; ele as regerá com uma vara de ferro, e ele é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Eterno Todo-poderoso. 16 Ele traz sobre a sua capa e sobre a sua coxa este nome escrito: REI DOS REIS, E SENHOR DOS SENHORES. 17 Vi um anjo em pé no sol. Ele clamou em alta voz a todos os pássaros que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia do Eterno, 18 para comerdes carnes de reis, e carnes de quiliarcas, e carnes de poderosos, e carnes de cavalos, e dos que estão montados sobre eles, e carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. 19 Vi a besta e os reis da terra e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado sobre o cavalo, e ao seu exército. 20 A besta foi presa e com ela o falso profeta que fez os milagres diante dela, com os quais seduziu aos que receberam a marca da besta e que adoraram a sua imagem; estes dois foram lançados vivos no lago do fogo, que arde com enxofre. 21 Os outros foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado sobre o cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.

20:1 Vi um anjo descendo do céu, tendo a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. 2 Ele se apoderou do dragão, da antiga serpente, isto é, do Diabo e Satanás, 3 e o amarrou por mil anos, e o lançou no abismo, do qual fechou a porta e a selou sobre ele, para que ele não enganasse mais as nações até que fossem cumpridos os mil anos; e depois disto cumpre que ele seja solto por um pouco de tempo. 4 Vi também tronos, e se assentaram sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar. Vi as almas daqueles que tinham sido decapitados por amor do testemunho de Yeshua e da palavra do Eterno, e os que não adoraram a besta nem a sua imagem, e que não receberam a marca na testa nem na mão; eles viveram e reinaram com o Machiach mil anos. 5 Os outros mortos não viveram até que fossem cumpridos os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurado e santo é o que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes a segunda morte não tem poder, mas serão sacerdotes do Eterno e do Machiach, e reinarão com ele durante os mil anos.”

 

Salmo

Salmos 66:1-20 “1 Aclamai a Elohim todas as terras. Cantai a glória do seu nome, 2 Rendei-lhe glória em cântico de louvor. 3 Dizei a Elohim: Quão terríveis são as tuas obras! Pela grandeza da tua força se submeterão a ti os teus inimigos. 4 Toda a terra te adorará, E te cantará louvores; Eles cantarão o teu nome. (Selá) 5 Vinde e vede as obras de Elohim; Terrível é ele nos seus feitos para com os filhos dos homens. 6 Converteu o mar em terra seca; Passaram a pé através do rio; Ali nos regozijamos nele. 7 Ele impera pelo seu poder para sempre; Os seus olhos estão de vigia sobre as nações; Não se exaltem os rebeldes. (Selá) 8 Bendizei, ó povos, a nosso Elohim; E fazei que se ouça a voz do seu louvor; 9 O qual preserva em vida a nossa alma, E não permite que vacile o nosso pé. 10 Pois tu, ó Elohim, nos tens posto à prova; Tens nos afinado, como se afina a prata. 11 Fizeste-nos entrar no laço do caçador; Pesada carga puseste sobre as nossas costas. 12 Fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; Passamos pelo fogo e pela água, Mas nos trouxeste para a abundância. 13 Entrarei na tua casa com holocaustos, Pagar-te-ei os meus votos, 14 Os quais os meus lábios proferiram, E a minha boca prometeu, quando eu estava na angústia. 15 Oferecer-te-ei holocaustos de reses gordas, Com incenso de carneiros; Oferecerei novilhos com cabritos. (Selá) 16 Vinde, ouvi, vós todos os que temeis a Elohim, E declararei o que tem feito por minha alma. 17 A ele clamei com a minha boca, E exaltei com a minha língua. 18 Se eu atender à iniqüidade no meu coração: Adonai não ouvirá. 19 Mas na verdade Elohim tem ouvido, Tem atendido à voz da minha oração. 20 Bendito seja Elohim, Que não rejeitou a minha oração, Nem de mim apartou a sua benignidade.”

 

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