LEITURA DAS PORÇÕES
39 ª Porção da Torah
Chukat: Estatuto
Parashat: Nm 19:1-22:1
Haftarah: Jz 11:1-33
Brit Chadashah: Jo 3:10-21
Salmo: 95
Parashah
Números 19:1-22:1 1 Disse mais o Eterno a Moisés e a Arão:2 Este é o estatuto da lei que o Eterno ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha vermelha sem defeito, que não tenha mancha, e sobre a qual não se tenha posto jugo:3 Entregá-la-eis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e a imolarão diante dele.4 Eleazar, o sacerdote, tomará do sangue com o dedo, e dele espargirá para a frente da tenda da revelação sete vezes.5 Então à vista dele se queimará a novilha, tanto o couro e a carne, como o sangue e o excremento;6 e o sacerdote, tomando pau do cedro, hissopo e carmesim, os lançará no meio do fogo que queima a novilha.7 Então o sacerdote lavará as suas vestes e banhará o seu corpo em água; depois entrará no arraial; e o sacerdote será imundo até a tarde.8 Também o que a tiver queimado lavará as suas vestes e banhará o seu corpo em água, e será imundo até a tarde.9 E um homem limpo recolherá a cinza da novilha, e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e ficará ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água de purificação; é oferta pelo pecado.10 E o que recolher a cinza da novilha lavará as suas vestes e será imundo até a tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que peregrina entre eles.11 Aquele que tocar o cadáver de algum homem, será imundo sete dias.12 Ao terceiro dia o mesmo se purificará com aquela água, e ao sétimo dia se tornará limpo; mas, se ao terceiro dia não se purificar, não se tornará limpo ao sétimo dia.13 Todo aquele que tocar o cadáver de algum homem que tenha morrido, e não se purificar, contamina o tabernáculo do Eterno; e essa alma será extirpada de Israel; porque a água da purificação não foi espargida sobre ele, continua imundo; a sua imundícia está ainda sobre ele.14 Esta é a lei, quando um homem morrer numa tenda: todo aquele que entrar na tenda, e todo aquele que nela estiver, será imundo sete dias.15 Também, todo vaso aberto, sobre que não houver pano atado, será imundo.16 E todo aquele que no campo tocar alguém que tenha sido morto pela espada, ou outro cadáver, ou um osso de algum homem, ou uma sepultura, será imundo sete dias.17 Para o imundo, pois, tomarão da cinza da queima da oferta pelo pecado, e sobre ela deitarão água viva num vaso;18 e um homem limpo tomará hissopo, e o molhará na água, e a espargirá sobre a tenda, sobre todos os objetos e sobre as pessoas que ali estiverem, como também sobre aquele que tiver tocado o osso, ou o que foi morto, ou o que faleceu, ou a sepultura.19 Também o limpo, ao terceiro dia e ao sétimo dia, a espargirá sobre o imundo, e ao sétimo dia o purificará; e o que era imundo lavará as suas vestes, e se banhará em água, e à tarde será limpo.20 Mas o que estiver imundo e não se purificar, esse será extirpado do meio da assembléia, porquanto contaminou o santuário do Eterno; a água de purificação não foi espargida sobre ele; é imundo.21 Isto lhes será por estatuto perpétuo: o que espargir a água de purificação lavará as suas vestes; e o que tocar a água de purificação será imundo até a tarde.22 E tudo quanto o imundo tocar também será imundo; e a pessoa que tocar naquilo será imunda até a tarde.
20:1
1 Os filhos de Israel, a congregação toda, chegaram ao deserto de Zim no primeiro mês, e o povo ficou em Cades. Ali morreu Miriã, e ali foi sepultada.2 Ora, não havia água para a congregação; pelo que se ajuntaram contra Moisés e Arão.3 E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Antes tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos perante o Eterno! 4 Por que trouxestes a congregação do Eterno a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais?5 E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar? lugar onde não há semente, nem figos, nem vides, nem romãs, nem mesmo água para beber.6 Então Moisés e Arão se foram da presença da assembléia até a porta da tenda da revelação, e se lançaram com o rosto em terra; e a glória do Eterno lhes apareceu.7 E o Eterno disse a Moisés:8 Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, que ela dê as suas águas. Assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais.9 Moisés, pois, tomou a vara de diante do senhor, como este lhe ordenou.10 Moisés e Arão reuniram a assembléia diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes! Porventura tiraremos água desta rocha para vós?11 Então Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu água copiosamente, e a congregação bebeu, e os seus animais.2 Pelo que o Eterno disse a Moisés e a Arão: Porquanto não me crestes a mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes dei.13 Estas são as águas de Meribá, porque ali os filhos de Israel contenderam com o Eterno, que neles se santificou.14 De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Tu sabes todo o trabalho que nos tem sobrevindo;15 como nossos pais desceram ao Egito, e nós no Egito habitamos muito tempo; e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais;16 e quando clamamos ao Eterno, ele ouviu a nossa voz, e mandou um anjo, e nos tirou do Egito; e eis que estamos em Cades, cidade na extremidade dos teus termos.17 Deixa-nos, pois, passar pela tua terra; não passaremos pelos campos, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; iremos pela estrada real, não nos desviando para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos passado os teus termos.18 Respondeu-lhe Edom: Não passaras por mim, para que eu não saia com a espada ao teu encontro.19 Os filhos de Israel lhe replicaram: Subiremos pela estrada real; e se bebermos das tuas águas, eu e o meu gado, darei o preço delas; sob condição de eu nada mais fazer, deixa-me somente passar a pé.20 Edom, porém, respondeu: Não passarás. E saiu-lhe ao encontro com muita gente e com mão forte.21 Assim recusou Edom deixar Israel passar pelos seus termos; pelo que Israel se desviou dele.22 Então partiram de Cades; e os filhos de Israel, a congregação toda, chegaram ao monte Hor.23 E falou o Eterno a Moisés e a Arão no monte Hor, nos termos da terra de Edom, dizendo:24 Arão será recolhido a seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, porquanto fostes rebeldes contra a minha palavra no tocante às águas de Meribá.25 Toma a Arão e a Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte Hor;26 e despe a Arão as suas vestes, e as veste a Eleazar, seu filho, porque Arão será recolhido, e morrerá ali.27 Fez, pois, Moisés como o Eterno lhe ordenara; e subiram ao monte Hor perante os olhos de toda a congregação.28 Moisés despiu a Arão as vestes, e as vestiu a Eleazar, seu filho; e morreu Arão ali sobre o cume do monte; e Moisés e Eleazar desceram do monte.29 Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, chorou-o toda a casa de Israel por trinta dias.
21:1
1 Ora, ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava no Negebe, que Israel vinha pelo caminho de Atarim, pelejou contra Israel, e levou dele alguns prisioneiros.2 Então Israel fez um voto ao Eterno, dizendo: Se na verdade entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades.3 O Eterno, pois, ouviu a voz de Israel, e entregou-lhe os cananeus; e os israelitas os destruíram totalmente, a eles e às suas cidades; e chamou-se aquele lugar Horma.4 Então partiram do monte Hor, pelo caminho que vai ao Mar Vermelho, para rodearem a terra de Edom; e a alma do povo impacientou-se por causa do caminho.5 E o povo falou contra Elohim e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para morrermos no deserto? pois aqui não há pão e não há água: e a nossa alma tem fastio deste miserável pão.6 Então o Eterno mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que o mordiam; e morreu muita gente em Israel.7 Pelo que o povo veio a Moisés, e disse: Pecamos, porquanto temos falado contra o Eterno e contra ti; ora ao Eterno para que tire de nós estas serpentes. Moisés, pois, orou pelo povo.8 Então disse o Eterno a Moisés: Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste; e será que todo mordido que olhar para ela viverá.
9 Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia.10 Partiram, então, os filhos de Israel, e acamparam-se em Obote.11 Depois partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, no deserto que está defronte de Moabe, para o nascente.12 Dali partiram, e acamparam-se no vale de Zerede.13 E, partindo dali, acamparam-se além do Arnom, que está no deserto e sai dos termos dos amorreus; porque o Arnom é o termo de Moabe, entre Moabe e os amorreus.14 Pelo que se diz no livro das guerras do Eterno: Vaebe em Sufa, e os vales do Arnom,15 e o declive dos vales, que se inclina para a situação Ar, e se encosta aos termos de Moabe16 Dali vieram a Beer; esse é o poço do qual o Eterno disse a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água.17 Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! E vós, entoai-lhe cânticos!18 Ao poço que os príncipes cavaram, que os nobres do povo escavaram com o bastão, e com os seus bordões. Do deserto vieram a Matana;19 de Matana a Naaliel; de Naaliel a Bamote;20 e de Bamote ao vale que está no campo de Moabe, ao cume de Pisga, que dá para o deserto.21 Então Israel mandou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, a dizer-lhe:22 Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos para os campos nem para as vinhas; as águas dos poços não beberemos; iremos pela estrada real até que tenhamos passado os teus termos.23 Siom, porém, não deixou Israel passar pelos seus termos; pelo contrário, ajuntou todo o seu povo, saiu ao encontro de Israel no deserto e, vindo a Jaza, pelejou contra ele.24 Mas Israel o feriu ao fio da espada, e apoderou-se da sua terra, desde o Arnom até o Jaboque, até os amonitas; porquanto a fronteira dos amonitas era fortificada.25 Assim Israel tomou todas as cidades dos amorreus e habitou nelas, em Hesbom e em todas as suas aldeias.26 Porque Hesbom era a cidade de Siom, rei dos amorreus, que pelejara contra o precedente rei de Moabe, e tomara da mão dele toda a sua terra até o Arnom.27 Pelo que dizem os que falam por provérbios: Vinde a Hesbom! edifique-se e estabeleça-se a cidade de Siom!28 Porque fogo saiu de Hesbom, e uma chama da cidade de Siom; e devorou a Ar de Moabe, aos senhores dos altos do Arnom.29 Ai de ti, Moabe! perdido estás, povo de Quemós! Entregou seus filhos como fugitivos, e suas filhas como cativas, a Siom, rei dos amorreus.30 Nós os asseteamos; Hesbom está destruída até Dibom, e os assolamos até Nofá, que se estende até Medeba.31 Assim habitou Israel na terra dos amorreus.32 Depois Moisés mandou espiar a Jazer, e tomaram as suas aldeias e expulsaram os amorreus que ali estavam.33 Então viraram-se, e subiram pelo caminho de Basã. E Ogue, rei de Basã, saiu-lhes ao encontro, ele e todo o seu povo, para lhes dar batalha em Edrei.34 Disse, pois, o Eterno a Moisés: Não o temas, porque eu to entreguei na mão, a ele, a todo o seu povo, e à sua terra; e far-lhe-ás como fizeste a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.35 Assim o feriram, a ele e seus filhos, e a todo o seu povo, até que nenhum lhe ficou restando; também se apoderaram da terra dele.
22:1
1 Depois os filhos de Israel partiram, e acamparam-se nas planícies de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó. 2 Ora, Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel fizera aos amorreus.3 E Moabe tinha grande medo do povo, porque era muito; e Moabe andava angustiado por causa dos filhos de Israel.4 Por isso disse aos anciãos de Midiã: Agora esta multidão lamberá tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Nesse tempo Balaque, filho de Zipor, era rei de Moabe.5 Ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, à terra dos filhos do seu povo, a fim de chamá-lo, dizendo: Eis que saiu do Egito um povo, que cobre a face da terra e estaciona defronte de mim.6 Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoar-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; porventura prevalecerei, de modo que o possa ferir e expulsar da terra; porque eu sei que será abençoado aquele a quem tu abençoares, e amaldiçoado aquele a quem tu amaldiçoares.7 Foram-se, pois, os anciãos de Moabe e os anciãos de Midiã, com o preço dos encantamentos nas mãos e, chegando a Balaão, referiram-lhe as palavras de Balaque.8 Ele lhes respondeu: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o Eterno me falar. Então os príncipes de Moabe ficaram com Balaão.9 Então veio Elohim a Balaão, e perguntou: Quem são estes homens que estão contigo?10 Respondeu Balaão a Elohim: Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, mos enviou, dizendo:11 Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem agora amaldiçoar-mo; porventura poderei pelejar contra ele e expulsá-lo.12 E Elohim disse a Balaão: Não irás com eles; não amaldiçoarás a este povo, porquanto é bendito.13 Levantando-se Balaão pela manhã, disse aos príncipes de Balaque: Ide para a vossa terra, porque o Eterno recusa deixar-me ir convosco.14 Levantaram-se, pois, os príncipes de Moabe, vieram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco.15 Balaque, porém, tornou a enviar príncipes, em maior número e mais honrados do que aqueles.16 Estes vieram a Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim,17 porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoar-me este povo.18 Respondeu Balaão aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me quisesse dar a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do Eterno meu Elohim, para fazer coisa alguma, nem pequena nem grande.19 Agora, pois, rogo-vos que fiqueis aqui ainda esta noite, para que eu saiba o que o Eterno me dirá mais.20 Veio, pois, Elohim a Balaão, de noite, e disse-lhe: Já que esses homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás somente aquilo que eu te disser.21 Então levantou-se Balaão pela manhã, albardou a sua jumenta, e partiu com os príncipes de Moabe.22 A ira de Elohim se acendeu, porque ele ia, e o anjo do Eterno pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, ele ia montado na sua jumenta, tendo consigo os seus dois servos.23 A jumenta viu o anjo do Eterno parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão e, desviando-se do caminho, meteu-se pelo campo; pelo que Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.24 Mas o anjo do Eterno pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo uma sebe de um e de outro lado.25 Vendo, pois, a jumenta o anjo do Eterno, coseu-se com a sebe, e apertou contra a sebe o pé de Balaão; pelo que ele tornou a espancá-la.26 Então o anjo do Eterno passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.27 E, vendo a jumenta o anjo do Eterno, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão se acendeu, e ele espancou a jumenta com o bordão.28 Nisso abriu o Eterno a boca da jumenta, a qual perguntou a Balaão: Que te fiz eu, para que me espancasses estas três vezes?29 Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; tomara tivesse eu uma espada na mão, pois agora te mataria.30 Tornou a jumenta a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste toda a tua vida até hoje? Porventura tem sido o meu costume fazer assim para contigo? E ele respondeu: Não.31 Então o Eterno abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Eterno parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra.
Haftarah
Juizes 11:1-33
1 Era então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho duma prostituta; Gileade era o pai dele.
2 Também a mulher de Gileade lhe deu filhos; quando os filhos desta eram já grandes, expulsaram a Jefté, e lhe disseram: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher.3 Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos, e habitou na terra de Tobe; e homens levianos juntaram-se a Jefté, e saiam com ele.4 Passado algum tempo, os amonitas fizeram guerra a Israel.5 E, estando eles a guerrear contra Israel, foram os anciãos de Gileade para trazer Jefté da terra de Tobe,6 e lhe disseram: Vem, sê o nosso chefe, para que combatamos contra os amonitas.7 Jefté, porém, perguntou aos anciãos de Gileade: Porventura não me odiastes, e não me expulsastes da casa de meu pai? por que, pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto?8 Responderam-lhe os anciãos de Gileade: É por isso que tornamos a ti agora, para que venhas conosco, e combatas contra os amonitas, e nos sejas por chefe sobre todos os habitantes de Gileade.9 Então Jefté disse aos anciãos de Gileade: Se me fizerdes voltar para combater contra os amonitas, e o Eterno mos entregar diante de mim, então serei eu o vosso chefe.10 Responderam os anciãos de Gileade a Jefté: O Eterno será testemunha entre nós de que faremos conforme a tua palavra.11 Assim Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si; e Jefté falou todas as suas palavras perante o Eterno em Mizpá.12 Depois Jefté enviou mensageiros ao rei dos amonitas, para lhe dizerem: Que há entre mim e ti, que vieste a mim para guerrear contra a minha terra?13 Respondeu o rei dos amonitas aos mensageiros de Jefté: É porque Israel, quando subiu do Egito, tomou a minha terra, desde o Arnom até o Jaboque e o Jordão; restitui-me, pois, agora essas terras em paz.14 Jefté, porém, tornou a enviar mensageiros ao rei dos amonitas,15 dizendo-lhe: Assim diz Jefté: Israel não tomou a terra de Moabe, nem a terra dos amonitas;16 mas quando Israel subiu do Egito, andou pelo deserto até o Mar Vermelho, e depois chegou a Cades;17 dali enviou mensageiros ao rei de Edom, a dizer-lhe: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Mas o rei de Edom não lhe deu ouvidos. Então enviou ao rei de Moabe, o qual também não consentiu; e assim Israel ficou em Cades.18 Depois andou pelo deserto e rodeou a terra de Edom e a terra de Moabe, e veio pelo lado oriental da terra de Moabe, e acampou além do Arnom; porém não entrou no território de Moabe, pois o Arnom era o limite de Moabe.19 E Israel enviou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, rei de Hesbom, e disse-lhe: Rogo-te que nos deixes passar pela tua terra até o meu lugar.20 Siom, porém, não se fiou de Israel para o deixar passar pelo seu território; pelo contrário, ajuntando todo o seu povo, acampou em Jaza e combateu contra Israel.21 E o Eterno Elohim de Israel entregou Siom com todo o seu povo na mão de Israel, que os feriu e se apoderou de toda a terra dos amorreus que habitavam naquela região.22 Apoderou-se de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até o Jaboque, e desde o deserto até o Jordão.23 Assim o Eterno Elohim de Israel desapossou os amorreus de diante do seu povo de Israel; e possuirias tu esse território?24 Não possuirias tu o território daquele que Quemós, teu deus, desapossasse de diante de ti? assim possuiremos nós o território de todos quantos o Eterno nosso Elohim desapossar de diante de nós.25 Agora, és tu melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe? ousou ele jamais contender com Israel, ou lhe mover guerra?26 Enquanto Israel habitou trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, em Aroer e nas suas vilas em todas as cidades que estão ao longo do Arnom, por que não as recuperaste naquele tempo?27 Não fui eu que pequei contra ti; és tu, porém, que usas de injustiça para comigo, fazendo-me guerra. O Eterno, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os amonitas.28 Contudo o rei dos amonitas não deu ouvidos à mensagem que Jefté lhe enviou.29 Então o Espírito do Eterno veio sobre Jefté, de modo que ele passou por Gileade e Manassés, e chegando a Mizpá de Gileade, dali foi ao encontro dos amonitas.30 E Jefté fez um voto ao Eterno, dizendo: Se tu me entregares na mão os amonitas,31 qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Eterno; eu o oferecerei em holocausto.32 Assim Jefté foi ao encontro dos amonitas, a combater contra eles; e o Eterno lhos entregou na mão.33 E Jefté os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim. Assim foram subjugados os amonitas pelos filhos de Israel.
Brit Chadashah
João 3:10-2110 Respondeu-lhe Yeshua: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas?11 Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que temos visto; e não aceitais o nosso testemunho!12 Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem.14 E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;15 para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.16 Porque Elohim amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.17 Porque Elohim enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.18 Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Elohim.19 E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más.20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Elohim.
Salmos
Salmo 95 1 Vinde, cantemos alegremente ao Eterno, cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação.2 Apresentemo-nos diante dele com ações de graças, e celebremo-lo com salmos de louvor.3 Porque o Eterno é Elohim grande, e Rei grande acima de todos os deuses.4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas.5 Seu é o mar, pois ele o fez, e as suas mãos formaram a serra terra seca.6 Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Eterno, que nos criou.7 Porque ele é o nosso Elohim, e nós povo do seu pasto e ovelhas que ele conduz. Oxalá que hoje ouvísseis a sua voz:8 Não endureçais o vosso coração como em Meribá, como no dia de Massá no deserto,9 quando vossos pais me tentaram, me provaram e viram a minha obra.10 Durante quarenta anos estive irritado com aquela geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não conhece os meus caminhos;11 por isso jurei na minha ira: Eles não entrarão no meu descanso.

